Friday, December 16, 2005

Porquinho

O Porquinho Cor de Rosa

Há muito tempo, no segundo colegial em uma das aulas chatas de biologia, uma das poucas que não dormi, o professor acabou contando uma curiosidade sobre os porcos. Ele disse que os porcos, por causa de sua coluna vertebral ser na horizontal até o cranio, eles não podem olhar para cima.

Fiquei super triste pelos porquinhos. Eles não podem olhar para o céu!

Foi então que comecei a desenhar um storyboard, na folha de caderno mesmo, sobre a história de um porquinho que ficava tentando olhar para o céu.

Entrei na faculdade e trasformei o storyboard and roteiro (não se preocupem em roubar o roteiro, ele já foi devidamente registrado):

O Fim do Porquinho Cor-de-Rosa

Cena 1 - Fazenda

Porquinho está andando, feliz, para o Curral. No meio do caminho uma raposa pula na sua frente.

Raposa
Porquinho, está uma noite linda! Venha ver as estrelas comigo.

Porquinho concorda e tenta olhar para cima, mas sua anatomia de porco não permite que vire a o pescoço.

Raposa
Que pena, se pelo menos você conseguisse olhar para o céu como todos os outros...

Raposa pula para fora do quadro, deixando o porquinho triste.

O Porquinho tem uma idéia ao ver uma árvore na sua frente. Ele se equilibra no tronco na posição vertical para ver o céu ?de frente?, mas só vê a copa da árvore.


Cena 2 - Na frente do Galinheiro.

Porquinho anda triste na frente do galinheiro. Duas galinhas os vê e pergunta através de um cacarejo refinado o motivo da tristeza do Porquinho. O Porquinho chora e vemos o céu. As galinhas põem as asas no bico, escandalizadas.

A Galinha tem uma idéia que aparece através de um balão animado: Elas vão usar uma taboa e um barriu como alavanca e, quando pularem em uma ponta o Porquinho vai ?voar? na outra e ver o céu.

Elas fazem conforme o planejado, mas ao invés do Porquinho voar, elas que voam, devido a diferença de peso.

Cena 3 - Floresta

Porquinho encontra a Coruja em uma árvore, que pergunta por sons o que está acontecendo e o Porquinho responde também com sons.

A Coruja aponta o topo de uma montanha onde apenas olhando para frente é possível ver o céu.



Cena 4 - Montanha

Feliz, o Porquinho sobe a montanha, sentando na ponta do abismo, vendo o céu cheio de estrelas. Uma rachadura começa a aparecer na ponta da pedra e o Porquinho olha pra trás assustado no momento em que começa a cair abismo abaixo.



Fim


Esse semestre o professor de animação disse que deveríamos fazer um filme para entregar para ele. Passei no total, uma semana desenhando, corrigindo, escrevendo, calculando, scaneando, montando e finalmente editando.


Confesso que a tabela de cores ficou horrível, mesmo porque eu não sei se dá para mudar as cores dentro daquele programa bizarro (o tal Flipbook). Errei tanta coisa que tive que cortar todas as falas, tive que cortar mais de cinco cenas e copiar uma musica qualquer de internet para por de fundo (nunca vi dar tanto pau em um programa).


No final até que gostei do filme. Para quem qusier baixar já aviso que está meio pesado, um total de 70MB, mas acabei disponibilizando minha primeira animação para download. Quem quiser o link é:




E se você é amiguinho meu, é bom perder uma hora da sua vida e baixar esse filme para comentar depois! Se você é visitante, eu não posso te obrigar, mas adoraria ver um comentário.


Thursday, December 08, 2005

Essas Últimas Semanas...

Essas Últimas Semanas...

... foram corridas.
... foram divertidas.
... estressantes.
... alucinantes.

Mas antes de começar a contar como foram essas semanas, eu vou lembrá-los que esse blog é a continuação do Mikilândia do http://miki.weblogger.com.br/ que parou de funcionar por algum motivo estranho. Tive que encerrar o blog depois de 25,000 visitas! Inacreditável. Então, estou aqui começando do zero.

Retornando as minhas semanas, vamos ver... da última vez eu disse que tinha cortado meu cabelo de um jeito diferente ( foto continua no outro blog) e estava reclamando que não estava passando Chicken Little legendado.

Depois daquele dia tive mais uma das minhas crises de reflexões infinitas sobre o mundo, mas pra variar não cheguei a lugar nenhum.

Saí da crise dois dias depois quando recebi um telefonema da Vivo dizendo que eu tinha acumulado 48 mil pontos e tinha o direito de tirar um celular de graça em qualquer loja deles. Juro que achei que era trote, mas quando fui ver... não é que ganhei um celular mesmo? E não foi um celular porcaria! Tira foto e filma, o danado!

Depois do celular, resolvi que era hora de gastar um pouquinho. Fiz algumas compras básicas, uma saia rosa com um laço, uma blusinha, uma jaqueta e dois sutiãs porque um dos meus rasgou.

Isso aconteceu na semana do feriado de 15 de novembro. Fiquei três dias sozinha em casa e me alimentei exclusivamente de sorvete e cereal, cultivando um tédio necessário.

Passei três dias e duas madrugadas fazendo meu trabalho de Cenografia. Tinha que pintar um Círculo de Newton e fazer uma tabela de cores com degrade de todas as cores do círculo. Foi muito divertido, mas deu um trabalhão.

Foi igual minha animação (aliás, minha primeira animação), levei 10 horas para desenhar, 2 horas para scanear e 48 horas na frente do computador pra compor a cena, editar o filme e fechar um arquivo .avi.

Nesse meio tempo, não dormia mais que cinco horas por noite e estava caindo pelos cantos todo o dia. O dia que dei um basta foi um dia que tava quase dormindo no carro. Passei em um farol vermelho por isso.

Tive que assistir o filme Signo do Caos, do Rogério Sganzerla (mesmo diretor de O Bandido da Luz Vermelha) para fazer o trabalho de Direção de Som. Nunca tive tanto desgosto na minha vida! Que filme deprimente! Filme vazio e pior, pretensioso.

Ganhei meu carro novo. Um Ford Ka outra vez, zero, champagne. Meu pai instalou um subwoofer melhor que o anterior e mandou colocar filme nos vidros. No dia que coloquei o filme não podia abrir a janela, claro. Estava 36 graus do lado de fora do carro e dentro, era praticamente uma sauna. Eu cheguei em casa em tal estado que conseguia torcer minha camiseta. Nunca suei tanto, nem na academia.

Dia 24/11 meus pais, minha irmã e eu fizemos uma loucura financeira. Robin Gibb, um dos Bee Gees veio para o Brasil e fomos no show. Pegamos lugares na frente, 350,00 paus cada um! Mas valeu a pena, eles queriam ver o cara desde os anos 70 e eu gosto da banda desde que me lembro como gente. O show foi muito bom, a acústica estava fantástica e nunca vi tanta velharada dançando. Foi um dos melhores shows que já fui. O Robin Gibb é muito simpático, mesmo com aquele monte de marmanjo mal educado que tinha na platéia.

No dia seguinte, de manhã, tive prova de Direção de Som.

Depois de tudo isso me avisaram que teríamos a ultima diária do filme. Finalmente conseguimos rodar a cena com o Roberto Justus, passei o dia 30/11 inteirinho lá na sala dele arrumando tudo. O cara é muito educado, o que me surpreendeu.

Como todas minhas amigas e eu estávamos esgotadas, combinamos que toda sexta-feira, depois da aula, sairíamos pra beber. Elas bebem cerveja e eu um belo refrigerante. Depois da ultima sexta e breja ainda tinha que ler um livro da Laura Kipnis, que coloquei o resumo no ultimo post para fazer o trabalho de Comunicação Comparada II.

Finalmente chegaram as entregas e agora só falta um trabalho e entro oficialmente de férias. Esse semestre foi divertido, mas tinha muita coisa para fazer e pouco tempo!

Bom e foi isso que fiz essas ultimas semanas. Eu ainda arrumei um tempo pra trocar o blog de servidor, como podem ver. Agora com as férias, não demorarei a aparecer novamente.