Saturday, February 11, 2006

Cineminha

Cineminha... eita vida mansa!

Já faz um tempo que não falo de filmes que estão em cartaz por aqui, né? Bom, desde que começou o ano eu fui ao cinema penas quatro vezes, o que é bastante vergonhoso para uma futura cineasta, infelizmente eu sou muito preguiçosa para ir ao centro da cidade ver filmes, sério, com o tempo chuvoso, metrô lotado (por mais que eu tenha carro, não pago 10,00 pilas pra deixar ele estacionado na Av. Paulista) e horários absurdos das sessões.

O primeiro foi A Marcha dos Pingüins que assisti dia 17/01 e achei fascinante por ser contado de uma forma poética, ter tantas cenas visualmente deslumbrantes e tantos pingüinzinhos fofos! O cenário da Antártida rouba completamente a cena, a fotografia tá ótima, bem exposta, com as cores equilibradas e detalhes que parecem surreais. Acho que nunca vou me esquecer da cena dos pingüins nadando por debaixo da neve.

Dia 04/02 assisti o Segredo de Brokeback Mountain. Sem dúvida alguma o atrativo maior do filme é a maravilhosa atuação de Heath Ledger, é impressionante como esse menino cresceu como ator, eu conheci o fulano naquele filme de adolescente 10 Coisas que Odeio em Você e não dava crédito nenhum a ele. O filme é um lovestory e seria um dramalhão qualquer (que chega até a cansar uma certa hora) se não fosse pelo fato de que os apaixonados são dois homens... - e cowboys (isso cheira a fetiche). É claro que o romance não pode dar certo por questões sociais e toda aquela história que estamos cansados de ouvir. Mas aqui esses velhos estereótipos de romances funcionam por tratar de uma questão atual e principalmente porque os atores deram o sangue em suas atuações, fiquei impressionada.

Ah! Outra atriz que achei que ia desaparecer é aquela menina que fez "O Diário de uma Princesa", por incrível que pareça ela também atua razoavelmente bem Brokeback Mountain nem se importando se tem milhões de fãs pelo mundo que continuam a vendo como princesinha, ela arranca a blusa na primeira parte do filme mostrando tudo e na segunda parte é bem convincente como uma mulher casada por volta de seus trinta anos.

Segunda-feira 06/02 assisti Boa Noite e Boa Sorte, o filme do George Clooney. Nunca vi uma fotografia tão linda, com ar de cinema noir por causa daquele alto contraste, mas sabe, a fotografia foi a única coisa que me agradou no filme. Tem tantos diálogos que cansam qualquer espectador (estou falando inclusive daqueles que não precisam ler legendas). Muitas tramas paralelas, os subplots, são completamente dispensáveis, não adicionam nada para o filme e as imagens de arquivos são tão usadas que se esgotam. O filme seria interessante se os diálogos não fossem tantos e tão dispensáveis. Talvez se fosse editado... reduzido uns 40 minutos, se tornasse um filme melhor.

Dia 09/02 assisti Memórias de uma Gueixa e devo confessar que adoro filmes melosos com uma bela fotografia e direção de arte. Esse filme tem como publico alvo a mulherada que adora contos de fadas. E quem não adora um conto de fadas bem feito? Uma menina é afastada da família e vai viver como escrava para a dona de uma casa de gueixas, até aí a semelhança com Cinderela não é só impressão. Ela é maltratada pela vilã e pela ?mãe? e graças a uma gueixa que a acolhe por uma aposta ela se torna a gueixa mais notável da cidade. É claro que tem um príncipe encantado envolvido, mas não vou estragar o final do filme para ninguém (se é acreditam em finais tristes em um conto de fadas). É puro marketing? Claro que é! Mas é que nem chocolate, pode girar uma industria gigantesca por trás, mas é delicioso.

Desde que fiquei sabendo do casting ouvi a polemica de terem escolhido um diretor americano e atrizes chinesas para adaptar uma história japonesa. Sinceramente não entendo para que tanto barulho por uma coisa dessas. Estamos falando de Hollywood, um produtor investe em atores famosos e diretores que leva o publico ao cinema. Star System! Para que tentar proteger tanto a essência da história, a originalidade e as raízes quando hoje os filmes têm que falar para um público internacional?

Se fosse um filme japonês, para japoneses, eu concordaria, mas é um filme que tem como proposta atingir um público gigante e não adianta tentar explicar ao índio que dói furar a orelha, não é por isso que ele fura, por mais que o homem branco só veja o sangue (me desculpem o exemplo esdrúxulo, mas eu nunca conseguiria usar um exemplo com a cultura oriental e ser entendida).

Acho que a minha aversão por qualquer forma de patriotismo influencie muito a minha opinião, mas eu sinceramente não consigo ver um mundo hoje que conserve sua raiz buscando nela uma identidade sem ser hipócrita. Mas tudo bem, me apedrejem depois. Não estou querendo desmerecer culturas nem nada do tipo, eu apenas vejo um mundo globalizado e mais nada.

Voltando ao filme, para encerrar, apenas vou dizer que a história é simples, com clichês e só pensa na bilheteria... e que se depender de mim ficará em cartaz por mais vinte semanas.

Veja abaixo os exemplos de Arte e Fotografia do filme.






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