Thursday, December 30, 2010

Hotel Musical

O conceito é muito interessante. Saiu uma matéria no Jetsetta essa semana sobre o hotel Nhow Berlin, um dos primeiros da cidade, agora que foi reinaugurado como um hotel que vai atrair muitos músicos. No serviço de quarto estão inclusos estudio para gravação e violões. A arquitetura surreal, com cores vibrantes e muitas alusões sensoriais é o maior destaque.

Em seguida, algumas fotos. Vejam do que estou falando!

http://www.nhow-hotels.com/berlin/en/gallery/hotel















mas quero ver quem aguenta ficar mais de uma semana num hotel desses.

Wednesday, December 29, 2010

Resoluções de Ano Novo

Sim, depois do balanço geral do mês passado e sem conseguir aumentar aquela lista, achei que deveria adiantar as resoluções em alguns dias, mesmo porque hoje é o aniversário da minha mãe, amanhã saio pra ver uma amiga e dia 31 é aquela zona em casa, não terei tempo de sentar aqui e fazer essa listinha.

Primeiro, achei interessante e motivador descrever no blog passo a passo o que estou fazendo para cumprir a lista. Algumas coisas eu acabo esquecendo no meio do ano, outras perdem a razão de terem sido incluídas, então, além de tudo é bom manter a flexibilidade.

Então vamos nessa.

Metas Profissionais:

- Curso de 3D Max (já me matriculei, começa dia 8/1)
- Curso de maquete eletrônica (preciso fazer o 3D Max primeiro)
- Pegar pelo menos um freela de maquete eletrônica.
- Terminar minha pesquisa cientifica.
- Desenvolver uma nova pesquisa com um dos temas possíveis para adiantar meu TCC: Recursos Sustentáveis para Hospitais ou Estudo Sobre a Propaganda do Projeto: O Recurso da Maquete Eletrônica.
- Terminar o curso de francês.
- Manter o emprego.

Hobbies e Saúde

- Terminar meu livro e publicar em um blog.
- Continuar a academia, mas me esforçar mais para melhorar ainda mais os resultados (com fotos mês a mês).
- Me livrar dessa bunda enorme de algum jeito! Seja drenagem, seja exercício, seja qualquer coisa!
- Fazer um Check Up total no médico.
- Ler dez livros para faculdade e trabalho.
- Ler 2 livros em francês.
- Ler 3 livros em italiano.
- Visitar Macchu Pichu pelo caminho Inca.
- Me levar para jantar em um lugar chique. Só eu e a boa comida.

Social

- Me esforçar para sair com meus amigos, por mais que esteja morrendo de sono ou cansada, nem que seja pra almoçar.
- Conversar com um estranho sem ficar paranóica pensando que ele/ela vai roubar minha carteira.
- Visitar o museu da lingua portuguesa.
- Visitar o templo Zu Lai
- E o resto? Conhecer pessoas, etc etc? Como não posso obrigar ninguém a conversar comigo ou a passar tempo comigo, o ideal seria apenas facilitar o diálogo e tentar deixar a maré levar. Não fugir das pessoas (essa é a atividade sugerida pela psicóloga).


Parece muita coisa, mas são coisas até que rápidas de serem feitas. Bom, agora vou postando conforme for fazendo ou tentando fazer cada uma delas.

Monday, December 13, 2010

Minha Vida De Acordo com Woody Allen

Usando nomes de filmes de apenas um diretor de cinema, responda as perguntas. Passe para algumas pessoas. Você não pode usar o diretor que eu usei. Tente não repetir um o título do filme! Se quiser, republique como "minha vida de acordo ...com (nome do diretor/ cineasta) Siga estas simples instruções: Vá em "notas" com abas em sua página de perfil, cole as instruções no corpo da nota, escreva o seu título como "Minha vida de acordo com (nome do diretor), apagar as minhas respostas e introduzir as suas respostas, tag 15 pessoas, incluindo eu (marcação é feita no canto direito da APP), em seguida, clique em Publicar.









1.Você é um homem ou mulher?

A outra

2. Descreva-se:

Poderosa Afrodite

3. Como você se sente?

Dirigindo no escuro

4.Descreva o local onde você vive atualmente:

Manhattan

5.Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria?

Cassino Royale

6.Sua atividade profissional?

Um assaltante bem trapalhão

7. O que você não suporta?

Trapaceiros

8. Você e seus amigos. Como são?

Igual a tudo na vida

9. Qual é o clima?

Poucas e boas

10. Época do ano?

Todos dizem eu te amo

11.Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado?

A era do rádio

12.O que é a vida para você?

Cenas de um shopping

13.Seu relacionamento:

Tudo Pode Dar Certo

14, Seu medo:

Bananas

15. Qual é o melhor conselho que você tem a dar?

Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar

16. Pensamento do Dia:

O dorminhoco

Thursday, December 02, 2010

Karl Lagerfeld tem bom gosto!



Brad Kroening como Zeus

Veja o calendário completo da Pirelli no site: http://www.pirellical.com/thecal/home.page

(em inglês e italiano)

Wednesday, December 01, 2010

Um Pouquinho de Antropologia Contemporânea

Esse texto foi publicado originalmente no Herald Tribune.

01/12/2010
Romance na era das fêmeas-alfa

Katrin Bennhold
Em Paris (França)

Cynthia Nixon, a Miranda, em cena de ''Sex and the City 2'' é uma das mulheres da ficção que teve que mentira sobre seu sucesso; na realidade muitas mulheres modernas enfrentam o problema

Lembra-se de “Sex and the City”, quando Miranda participa daquele encontro de solteiros? Ela perde seus oito minutos de apresentação a três desconhecidos dizendo que é advogada de uma grande corporação. Na quarta, ela diz que é garçonete e então é convidada para sair por um médico.

O que torna o episódio tocante não é apenas que Miranda mentiu sobre seu sucesso, mas que seu parceiro também: ele trabalhava em uma sapataria.

Será que o fato de as mulheres estarem mais poderosas está arruinando a possibilidade de romance?

A atração sexual no século 21, ao que parece, ainda se alimenta de estereótipos do século 20. Agora, na medida em que mais mulheres se equiparam ou superam os homens em formação e no mercado de trabalho, elas também estão modificando completamente os papéis dos sexos, com algumas consequências profundas para a dinâmica do relacionamento.

Há um exército crescente de mulheres com mais de 30 anos e bem sucedidas que têm dificuldades em encontrar parceiros, imortalizadas pelo “Sex and the City” e pelos romances de Bridget Jones. Há mulheres-alfa que ficam com homens-alfa, mas depois, quando chegam os filhos, decidem colocar a carreira em segundo plano. Mas há um terceiro grupo: um número pequeno, porém crescente, de mulheres que ganham mais que seus parceiros, gerando um tipo de contorcionismo comportamental para manter as aparências dos papeis tradicionais dos sexos intactas.

Anne-Laure Kiechel trabalha em um banco de investimentos em Paris e ganha cinco vezes mais que seu namorado, consultor de comunicações. Ela cuida das finanças do casal e paga todas as contas invisíveis, como férias. Em público, contudo, ele que insiste em tirar o cartão de crédito para não parecer um gigolô, segundo ele.

“Me faz rir”, disse Kiechel. “Mas se agrada a ele, tudo bem”. (Há pouco tempo, ele pediu a ela que reservasse os hotéis no nome dele, porque não gosta de ser chamado de Sr. Kiechel, ao chegar. De agora em diante, as reservas serão feitas nos nomes dos dois, disse ela).

Timothy Eustis era professor em Nova York e hoje é um pai orgulhoso que fica em casa e ocasionalmente presta consultorias de vinho. Ele se mudou para a França com a mulher, Sarah, quando ela recebeu uma oferta de um cargo importante na administração da marca de lingerie francesa Etam. Nenhum dos dois se incomoda com o fato de ela ganhar o sustento da família e de seu salário alimentar a conta conjunta. Mas os dois gostam do que ele chama de “essas pequenas tradições” para manter a chama do romance acesa.

“Faço um esforço para segurar a porta, quase sempre dirijo o carro e quando é hora de pagar a conta, eu pago a conta”, disse ele. “Sarah provavelmente me deixa fazer essas coisas intencionalmente, porque ela acha que beneficia a relação”.

Alguns homens têm questões mais fundamentais. Uma gerente italiana de 38 anos reclamou que seu namorado sugerira que mudasse de emprego porque, quando passou a ganhar mais do que ele, ele se sentiu incapaz de “seduzi-la”. Uma consultora de administração francesa disse que o marido, professor, parou de ir às festas com ela porque se sentia inadequado toda vez que alguém perguntava a ele o que ele fazia. Uma banqueira alemã disse que uma razão para seu ex-marido deixá-la pela fisioterapeuta tinha sido “por que ela teria mais tempo para ele”.

“É impressionante como mesmo homens liberais terminam tendo dificuldades sexuais e emocionais quando estão com mulheres com sucesso mais evidente”, disse Sacha Havlicek, 35, diretora executiva de um grupo de pesquisa em Londres. Uma amiga dela muito bem sucedida passou a se fazer de frágil com seu parceiro para promover seu sentido de masculinidade. “O ego masculino pode ser uma coisa mais frágil do que o feminino, que está acostumado a maus tratos regulares e assim desenvolveu um senso de humor!”

Anek Domscheit-Berg, da Microsoft da Alemanha, que viu vários paqueras fugindo após lerem a palavra “diretora” (de comunicações) escrita em seu cartão profissional, explicou assim: “O sucesso não é sexy”.

Os sites de relacionamento parecem sugerir que mulheres com alto grau de educação talvez tenham mais dificuldade em encontrar um parceiro do que as que têm empregos tradicionalmente femininos. “Assistentes sociais, enfermeiras e outras profissões com funções de atendimento funcionam bem; os perfis com alto grau de formação são mais difíceis”, disse Gesine Haag, 43, que dirigiu o match.com na Alemanha. Na empresa, havia um portal de namoro de elite, que procurava pares para homens e mulheres de alta formação e que foi abandonado, disse Haag, que agora dirige sua própria agência de marketing na Internet.

“Os homens não querem mulheres bem sucedidas, eles querem ser admirados”, disse ela. “É importante para eles que a mulher esteja cheia de energia à noite e não brincando com seu BlackBerry na cama.”

Bernard Prieur, psicanalista e autor de “Money in Couples” (dinheiro entre casais), diz que os homens que ganham menos que suas parceiras sofrem de duas inseguranças: “Se sentem socialmente e pessoalmente vulneráveis. Socialmente, vão contra milênios de crenças e estereótipos que os vêem como os provedores. E o sucesso da parceira também dá a eles uma sensação de fracasso pessoal”, disse Prieur, na edição de novembro da revista Marie-Claire francesa.

Então as mulheres ambiciosas estão condenadas a ficarem solteiras? Ou as coisas estão mudando com o crescimento do número de sucessos femininos?

Kiechel em Paris diz que seu namorado busca estimulá-la em sua carreira e se vangloria para os amigos de como ela é inteligente e trabalhadora. Haag e Domscheit-Berg ganham mais que seus maridos e dizem que seus homens de fato gostam de ver a reação do garçom quando dizem que suas esposas vão pagar a conta.

Domscheit-Berg, que também é ativa na Rede Internacional de Desenvolvimento da Mulher Gestora Europeia tem três conselhos para mulheres bem pagas: deixar o carro chique da companhia em casa no primeiro encontro; encontrar o marido enquanto ainda está com 20 anos, em vez de 30 e ser bem sucedida demais. E procurar homens que extraiam sua auto-confiança de fontes diferentes de dinheiro, como em conquistas acadêmicas ou artísticas.

“Quanto mais diferente for a atividade deles, melhor”, disse Domscheit-Berg, “porque torna a comparação imediata mais difícil”.

De fato, no “Sex and the City”, Miranda, a advogada, eventualmente encontra felicidade com Steve, garçom que vira pai e não se incomoda nada com seu sucesso.

Tradução: Deborah Weinberg

Sunday, November 28, 2010

Vivi e seus Micos

Vivi e seus Micos
(parece nome de banda....)




Colégio: (categoria que provavelmente terá mais micos.)


Pré escola-

- Vivi simplesmente esquece de vestir as calças depois que vai no banheiro...

- Vivi não quer ir pra escola e fica agarrada com a mãe na porta... até que a diretora aparece sai carregando ela (esperneando que nem louca) até os amiguinhos.

- No ensaio para a festa junina, ela queria ser a noivinha, então, depois daquele papo todo que todos conhecem, a diretora diz 'agora você vai ter que fingir que desmaia porque o noivo não veio.' e Vivi, atriz desde pequena, se joga no chão com o maior drama do mundo... depois de rachar a cabeça no piso 'por que ninguém me segurou?' 'você se jogou pro lado errado... e longe da gente.'

- As vezes brincava de massinha de modelar.... e adorava forrar as coisas com a massinha.... inclusive o tênis, que uma vez ficou tão cheio que o pé ficou preso nele.


- 1° série -

-Tava com tanto sono em uma aula que acaba conchilando... de repente... uma aguinha estranha no rosto e... ao acordar, a professora tava pingando agua nela enquanto todos os alunos riam!!!
- Tinha comido algo estranho no dia anterior; sentadinha na sala de aula, começa aquela sensação horrivel no estomago... não deu outra, vomitou tudo na minha amiguinha da frente.


2° série -

- Vivi vê uma borrachinha velha debaixo da carteira e.... tem uma tesourinha nas mãos (essa foi a primeira vez que percebi que Vivi e tesoura não combinam), depois de picar a borracha inteirinha, ela começa a atacar os pedacinhos dos amiguinhos e fazer a maior cara de santa ateh que a professora diz 'eu vi que foi você.' e todo mundo olhou pra ela.


3° série. -

- Okay..... essa, é a primeira vez que será revelada. O Vítor entra na escola e Vivi fica a melhor amiga da prima dele... aí um belo dia, Vivi recebe um bilhetinho com um coraçãozinho no meio da aula de matemática 'Vi, gosto muito de você. ass. Vítor.' Mais vermelha que um pimentaum ela tenta esconder o bilhete, mas a professora pega. Antes dela ler 'professora deixa eu ir no banheiro!!!!!' E ela foi. ficou lá mais de meia hora e quando voltou.... e abriu a porta.... todo mundo gritou 'AEEEEEEEEEEEEE'



- 4° série -

-*respirando fundo* Se alguém contar essa, morre!!!! *aham* lá estava eu num lindo passeio a um hotelzinho com a escola.... e o Vítor lá.... depois da nadar um pouco, foi tomar um banhozinho..... sem saber que o maldido banheiro tinha um buraquinho que dava pro quarto dos meninos. No meio do banho escuta a voz do dito cujo chamando uma galera 'venham ver, eh ela, eh ela!' Pior foi que não sabia se corria, ou se tapava o buraquinho....



- 5° série -

- Aquele professor tarado de Ed. Física. Vivi tinha corrido pela quadra e tava com uma bruta dor nas costas (a aBUNDAncia vinha desde aquela época) disse pro professor e.... ele..... abraçou ela...... 'vai passar' e Vivi com aquele ponto de interrogação na cabeça, olhando para todos os lados procurando algum aluno que naum estivesse zoando pra tira-la da situação.



- 6° série -

- Vivi entra em outro colégio e reconhece uma amiguinha de dois anos atrás. O problema.... é que as amigas dela não gostavam muito da novata, né? (Suas pestes, vocês se lembram do que faziam comigo?????) Nini, querida, tinha mania de deixar Vivi falando sozinha enquanto ia embora rindo de se rachar.


7° série -

- Tinhamos uma peça de teatro pra apresentar, era a adaptação do quadrinho Asterix e Cleopatra. No meio da apresentação tinhamos que fazer o cachorrinho, o Ideiafix, que foi eleito o caozinho de pelúcia da Vivi, o pobre bichinho era chutado para tudo quanto é canto, Vivi era o Asterix (com um treco na cabeça que fazia lembrar akele chapeu de asinhas dele) Nini o Obelix, Ké a Cleopatra e... nem lembro, Moni você estava nesse?

- (última vez que jogou vôlei na vida) Estava no meio da quadra se preparando para uma 'manchete' quando a bola simplesmente passa no meio dos dois braços e marca um ponto bem de baixo do nariz dela.

- Sentadinha na quadra (se recusava a jogar) conversando alegremente com outra amiguinha que também não era (e ainda não é) fã de esportes... leva a bolada da vida na cabeça. Testa ficou vermelha uma semana (mico que a criatura do lado dela pagou alguns dias depois, também).

- Final de futebol feminino e Vivi doida pra acertar uma naquelas metidas do time adversário, assim como a Moni,a Nini etc etc... Não deu outra, 'pimba!' peitada com peitada e pé da Vivi na canela da outra (violenta...) faltando poucos minutos para acabar o jogo... ' penalti!!!' batata, elas marcaram e nois perdeu (ultima vez que jogou futebol) -_-'

- No final do ano, as meninas tinham que apresentar uma coreografia para a aula de Educação Física... musicas escolhidas pelo time da Vivi (Vivi, Moni, Ké, Luspis e... tinha mais alguém?A Nini ficava no rádio, naum dançava.) Bruxa fedida -Chiquititas e Ula, Ula - É o tchan. Todas dançando com sainhas havaianas.... leeeeembram meninas?????

- Aula de Ed. Física, pra variar, estavamos aprendendo a jogar baseball, porém com os pés e não com bastões. Chega a vez da Vivi rebater a bola e correr para a marca (que era um pneu velho).... e ela rebate, a bola vai para longe e ela corre..... corre..... corre.... corre...... e cai de joelhos, deslizando até o pneu onde marca um ponto. Enquanto os outros olham com quem diz 'me pareceu bem profissional', Vivi tenta controlar o sangue de seus joelhos ralados.... e amarrar os sapatos.


- 8° série (Mico em conjunto)-

- Aquela apresentação de história.... nós vestidas à carater da idade média (de novo o mesmo grupo do mico anterior, menos a Luspis, se não me engano) Vivi - Sr. feudal com uma peruca branca, meia ateh os joelhos com uma calça super larga, Ké como mercador (não lembro o visu dela), Nini como pobre, toda rasgada e Moni... aahahahahahahahahhaha se vestiu de freira!!!!!!!!!

- Mais uma apresentação, desta vez era sobre um conflito que teve por aih, compramos arminhas de chumbinho, viramos carteiras no meio da sala de aula e simulamos uma guerra... Vivi foi a primeira a ser atingida e caiu no chaum acertando o nariz no piso e se rachando de rir, a Moni estava caida no chão rindo (e morto não ri) o Felipe(que tinha matado a Vivi) tentou matar a Nini... que estava muito preocupada em recarregar a arma dela pra perceber que jah tinham matado ela umas 10 vezes e ele falava pra nós, rindo que se matando, enquanto continuava a atirar na Nini, 'ela naum morre!!!!'



- 1° Colegial -

- Ah, o colegial, finalmente chegamos ao top e nossos egos estaum lá em cima. Foi inventado o Muyo Gumi e foi a primeira vez que fomos jogar boliche... Vivi fazendo um strike logo de cara (lembra, ké????). E as primeiras broncas.... afinal, jogavamos 'stop' no meio das aulas.
- Com o Muyo Gumi, vieram os apelidos e para decora-los, fizemos um jogo: quem não chamasse o outro pelo apelido, pagava um castigo. Vivi pagou uns 3, tinha que pular no banco do pátio cheio e falar várias vezes os apelidos dos outros. Que será que os outros alunos achavam dela?



- 2° Colegial -

- Aula de espanhol, tinhamos que cantar uma música da bendita lingua. Optamos por Shakira - No Creo, e lá, bunitinhas cantando... e Vivi, que ainda fazia inglês naquela época, cantou uma 'sorisa' beeeeeem americanizado. Num deu outra, acabou o trabalho de tanto que o pessoal riu... né Ké?, né Nini?

- Começaram as experiencias cinematográficas da Vivi, a professora de Português pediu que fizessemos um jornalzinho, em vídeo, pra entregar. No meio do vídeo, totalmente mal feito, tinha um desfile onde aparecia uma camponesa grávida de um par de meias (a Ké! ahahahaha!!!), Dona Maria Brega (Vivi), as apresentadoras que brigavam toda hora (Moni e Ké), o Homem do Tempo (Fê com uma capa de chuva, dizendo que ia nevar no nordeste...) e a Fê imitando a Evanir, do Prona.

- Todo ano tinha um projeto no colégio, e, aquele ano especificamente, pegamos uma apresentação sobre a história do rádio e da TV. Ficamos no sábado inteiro, vestidas de Chacrete (Moni), Chacrinha (Felipe), Emilinha Borba (Vivi), Marlene (Nini), Hebe Camargo (Camila), Carmem Miranda (Ké...... ahahahahahahahahahah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) rindo para quem quisesse nos ver como bichos em um zoologico.



- 3° Colegial -

-Vivi sempre odiou biologia. Um saco, dá sono, aula chata, nada pra fazer. Se não ficasse escrevendo nenhuma história.... batata, dormia. E assim aconteceu o ano inteiro. Dormiu em praticamente todas as aulas. Uma em especificio, dormiu tanto que... quando acordou, notou algo molhadinho na carteira.... era a maior poça de baba que já tinha visto na vida!!!! Sentava na primeira carteira e o professor bem na cara dela explicando a matéria.... desfarçadamente, limpando o canto da boca, olhou para baixo e vejiu que a maldida tinha começado a escorrer. Pegando um bloco de fichario bem rápido colocou em cima da poça e..... 'ewww...... nunca mais toco nessas folhas.'

- Viagem de formatura no Joy, sim, contei essa no ano passado aqui, neste mesmo blog. Estava andando de escuna pela represa quando nosso transporte para e dizem 'podem pular'. Vivi, muito delicada, tenta descer os degraus da escuna calmamente e não pular que nem uma doida como todos estavam fazendo. Primeiro degrau e.... sliiip!!!! Vivi cai, batendo a bunda no segundo e terceiro degraus, caindo na agua que nem uma pata. Quando chega a superficie, todos rindo.... pra variar.




Casa de Amigos:



- Sessões cinema começaram junto com o MuyoGumi, a primeira foi na casa da Moni; Vivi, Nini, Moni e Ké, todas se sentaram na sala da casa da Moni para assistir Psicose, Moni faz pipoca e... a Vivi e a Ké principalmente, com medo, começavam a comer a pipoca de mão cheia, a Moni não parava de rir da gente e a Nini tava bicuta porque logo na primeira sessão não conseguiram ver o filme.

- Um dia, na casa da Moni, mais uma vez, resolveram brincar de gato-mia (Não adianta arregalar os olhos! Eu vou contar!!!). Pegaram um cobertor e cobriram a janela, afastaram os vidros e..... manda ver! nem lembro quem foi a primeira, mas os escondeirijos já estavam meio manjados. Vivi e a Moni tiveram a mesa ideia de se esconder atrás do sofá, mas quando Vivi correu pra lá (pisei no assento e pulei por cima do encosto pra chegar atrás dele caindo de pé.) e quando caiu com os dois pés atrás do sofá..... sentiu algo muito fofo do chão e ouvi um 'ai'....... ela tinha simplesmente caido de pé nas costas da Moni. (ainda dói, Moni?)

- Mais uma de gato-mia, em um aniversário na casa da prima da Vivi, muito chatinho por sinal (aniversário de familia, é um saco, vocês sabem), mais uma vez teve a brincadeira. Desta vez eram Vivi, irmã da Vivi (pirralha idiota!!!), Ariane (prima), Letícia (prima) e Tatiane (prima). Enquanto Ariane explicava as regras pras pirralhas, Vivi zoiava o quarto para procurar um bom esconderijo..... e sim, ela encontrou um ótimo. Haviam três camas no quarto, duas delas encostadas nas paredes. Tinha um vão da distancia entre o colchão e a parede... Vivi caberia lá, deitada de lado, facilmente. Intensão dela: continuar no nível da cama. Assim (visto de frente):


____>-|o____
|~~cama~~|


Sendo assim, passariam a mão pela cama, mas não sentiriam peso nela, então iriam pra outro lugar. Mas nem tudo ocorre como Vivi quer. Ela conseguiu se equilibrar nesta posição apenas alguns segundos. A cama começou a deslizar e ela foi parar, virada pra parede..... presa de lado..... e de baixo da cama. a única coisa que conseguia mexer era o braço. quando acenderam as luzes 'cade a Vivi?' e olha lá o bracinho dela balançando pra cima enquanto ela racha o bico. 'alguém me tira daqui???'

- Casa da Vivi (aquela galera de sempre), estavamos sentadinhas devorando um cachorro quente quando.... a salsicha simplesmente pula do pão da Vivi e entra toda na manga da blusa dela!!! Não foi nem um pouco bonito tentar alcançar ela no cotovelo para trazer de volta para o lanche.

- Esse não é bem um mico, mas foi tão comico quanto, estava eu e a Ke na escola depois do horário (provavelmente iamos fazer um trabalho, só naum me lembro do que) , vimos um cachorrinho muito fofo entrar no pátio e seguimos ele; no cantinho do pátio tinha uma corredor escuro que dava pra rua, mas a porta do fim dele estava sempre trancada e simplesmente não tinha como fugir por ali. Eu e a ke com aquelas carinhas de 'ai! que lindinho! vem cá au au!!' e ele acabou entrando lá... felizes da vida porque tinhamos conseguido encurralar ele, entramos lá e demos de cara com um corredor....... vazio! Vivi e Ké ficaram assim O_O e se olharam.... rindo nervosamente. Ainda entramos lá pra ter certeza e...... ' Ké..... num tem nada aqui.' 'ele sumiu......' 'cão fantasma???' e as duas sairam de lah rapidinho... nem lembro, gritando? ou simplesmente abaladas demais pra gritar?

- Na casa da Vovó, tinha ido tomar um banhozinho. Toda alegre e cheia de espuma... Vivi olha pra parede e vê duas anteninhas. kyaaaaaaaaa, barata!!!!!! E saiu correndo... esquecendo de se vestir...




Locais Públicos:



- No shopping, o mais recente, Vivi treinando andar de salto.... Moni, a vitima, do lado. Não dá outra, Vivi vira o pé, grita, tomba (mas não cai), se agarra na Moni, que começa a rir e não para mais.

- No cinema, fomos no shopping, Moni, Dalmo, Ké, Nini e eu. Compramos um balde de pipocas (sempre exageradas) e entramos na sala. Num dá dois minutos e dois individuos começam a expor seus sentimentos um pouco fisicamente demais, em uma demonstração pública de carinho exagerado. A Ké, pobre criatura, que estava sentada ao lado deles, quase pula por cima das cadeiras pra escapar da função de vela, a Nini e a Vivi estavam brigando pra ver quem comia mais pipoca, se distraindo assim, da cena que acontecia meros assentos à esquerda na cadeira depois da Vivi e da Ke. Ké, com carinha de quem quer que a terra se abra e a agula, pede um pouco da pipoca (a tatica da comida sempre funciona), Nini porém, derruba os guardanapos e se abaixa para pega-los... achando que Vivi estava segurando a pipoca..... e Vivi achando que Nini estava segurando a pipoca..... se abaixa também; no final, nosso pestisco ficou no chão e o máximo que conseguimos foi mudar umas cadeiras para disfarçar.... 'quem? não foi a gente, não!!!!'

- No cinema, Vivi e Ké entram alegrementes na sala de cinema para assistir a um filminho básico de terror. Sala completamente deserta... minutos passando e mais nenhum infeliz entra na sala. Escurece e começa os trailers. Vivi e Ké, agora amontoadas nas ultimas cadeiras, com um cinema completamente vazio a sua frente... entram em... Pânico! Terror? Sozinhas numa big sala dessas???? E Ké diz 'Agora só falta acabar a luz...' e... batata! Num dá 10 minutos de filme, quando os fantasmas foram liberados de seus confinamentos, e tudo apaga!!!!! Desesperadas, rindo entre lágrimas de panicos enquanto se guiavam no escuro até a saída, procurando alguém que as acudisse. Finalmente encontraram a moça que avisou que foi um defeito no projetor (na minha opinião foi uma queda de energia e o gerador não foi acionado no tempo certo) que o filme recomeçaria em 15 segundos. Voltaram, no escuro, e se sentaram.... desta vez, tendo a certeza de que estavam bem perto da saída.



post recuperado de 2003

O Retorno

O Retorno – Um filme de cair o queixo. Parece que na Rússia só saem bons cineastas. Esse filme conta a história de dois filhos (o mais novo é o protagonista), que de repente tem de volta o pai que estava ausente há mais de 10 anos. O retorno do pai já causa um estranhamento por causar um extremo desconforto na família que logo é percebido naquela clássica cena de todos reunidos à mesa do jantar. O espectador fica intrigado com a situação e é assim que o filme vai se desenvolver, torturando cada vez mais o espectador. Os três (pai e filhos) saem pra pescar e logo começa a surgir um confronto mais físico do protagonista e o pai. O irmão do meio (Andrei) fica no papel de mediador, mas sempre com uma inclinação para satisfazer o pai, o que deixa com muita raiva dele também. O menino mais novo, Ivan (se não me engano), fica com o papel de vítima e de menino mimado ao mesmo tempo. Quando está se chegando a conclusão de que ele é um mimado idiota, ele é vitima de uma baita crueldade por parte do pai, como quando ele é largado no meio da estrada, na chuva e no frio por horas, até que o pai volte para pegá-lo sem aparentar um pingo de remorso. O pai é um sujeito misterioso que faz com que se imagine capaz de qualquer coisa, inclusive de matar os filhos. As crianças estão desconfiadas, mas concordam em ir para uma ilha com o pai (apesar de já estarem atrasados para voltar pra casa cerca de 3 dias), para o desespero do espectador que acha que ele vai matar os moleques por lá. Eles descobrem facões no meio das coisas do pai e ficam com muito mais medo. É quando saem pra pescar de barco, sozinhos, que deixam o espectador pronto para gritar de agonia. A imprudência de Andrei, não se importando com o horário e indo em lugares extremamente perigosos faz com que na volta, o pai o surre. Ivan ameaça a matar o pai com a própria faca. O pai o desafia e ele corre para o meio da ilha. Aqui a tensão é tão grande que ao mesmo tempo que não se consegue desviar o olhar da tela, se está doido pra sair correndo do cinema. A cena do pai correndo atrás do filho rebelde é uma das mais lindas que já vi. A fotografia azulada, a contra luz do pôr-do-sol, e a ´toma atuação de desespero dos 3 atores faz com que se tenha uma mudança total de papeis. O pai, agora aparentando ser um ser injustiçado, preocupado e que está sofrendo horrivelmente por causa do filho. E Ivan também sofrendo loucamente parece ter chegado a um limite que nem se abrisse a garganta do pai, se satisfaria. Ele decide vencer o pai pela dor e ameaça se matar, se jogando do alto de um... que era aquilo? Um observatório precário bem alto que fica no meio da ilha. Mas o menino fica só na ameaça. Ao tentar impedir Ivan, o pai acaba caindo e morre. Os minutos de silencio para deixar ser digerida a situação são muito cruéis. O pai ameaçador torna-se a vitima e quando se pensa que tudo vai terminar bem, ele morre e deixa o espectador se sentindo injustiçado. Mas não termina aí, os meninos tem que levar o corpo do pai para o barco e de volta a terra. Mas o pai é muito pesado e os filhos não conseguem carregá-lo em uma cena muito emblemática e emocionante. Com muito sacrifício eles conseguem chegar a terra, mas não tem forças para levar o cadáver do pai até o carro e o deixa no barco para decidirem o que fazer. Nesse meio tempo, eles já perdoaram a atitude do pai. Com gritos de ‘papai! Papai!’ vindo de fora do enquadramento, há um momento de alivio ao achar que talvez ele não tenha morrido, mas para o desespero dobrado, vemos que o barco começa a afundar, levando o pai para o fundo do oceano com todos os seus segredos. Ivan, que até o momento se mantinha inexpressivo, se desespera e se mostra gostar muito do pai, tentando recuperar o seu corpo, mas claro, não consegue. É um filme que te deixa com as emoções à flor da pele.

(post recuperado de 2004)

Disney; Animação Durante e Depois da Guerra

“Disney; Animação Durante e Depois da Guerra”

Introdução

O Cinema de Animação existe desde o chamado ‘o começo do cinema’ em 1895, talvez até antes, se levarmos em consideração de que animação são fotos, ou desenhos, que se posto em seqüência vê-se uma movimentação do personagem (igualmente ao principio do cinema). A animação foi experimentada desde Muybridge, que tirava fotos seqüenciais para conseguir um detalhamento dos movimentos.

A animação conhecida como é hoje, a arte de desenhar no papel em seqüência e conseguir um movimento, teve inicio oficialmente na década de 20 com experimentações em vários países da Europa e na América do Norte. Vários curtas-metragens foram produzidos nessa época, destacando os de Walt Elias Disney (1901 – 1968), com Mickey Mouse. A força desses personagens carismáticos em situações fantásticas e divertidas logo foi notada pelos seus realizadores e intelectuais da época.

Em 1928, com o filme O Cantor de Jazz acontece o começo do cinema falado, com som sincronizado. A animação não ficou para trás, Steamboat Willie, no mesmo ano também deu seu exemplo de som sincronizado, utilizando ainda ‘gags’ sonoras.

Devido ao trabalhoso processo de produção dos filmes de animação, parecia loucura o que Walt Disney começou a fazer, em 1931, o primeiro longa-metragem de animação com a protagonista desenhada através da rotoscopia à 24 fotogramas por segundo, para conseguir a perfeição de todos os seus movimentos. Branca de Neve e os Sete Anões se tornou um sucesso de público e crítica quando foi projetado em 1937, fazendo com que todos os estúdios e cineastas da época voltassem seus olhos para o estúdio Disney.
Seguiram filmes que foram considerados clássicos do cinema como Pinocchio (1940), Fantasia (1940), Dumbo (1941), Bambi (1942).

Mas como a história já previra, as tropas de Hitler aterrorizando a população européia, logo levou a Segunda Guerra Mundial. Com o poder da animação já provado, ela seria de grande utilidade para instruir a população e treinar soldados tanto do Eixo, quanto dos Aliados.

Não só filmes foram feitos, muitos animadores se alistaram e estúdios (como no caso da Disney) foram invadidos e intimados a começar a produção de filmes para a guerra.
Não posso aqui defender o fato de Walt Disney ter feito esses filmes porque foi ‘obrigado’, ele se orgulhava desse posto, apesar de ter seus projetos parados (como é o caso de Peter Pan e Alice no País das Maravilhas) ele era um patriota convicto e precisava de dinheiro, pois seu estúdio estava endividado.

Nos quadrinhos, Disney faz com que seus personagens mais famosos se alistassem e lutassem ao lado dos ‘mocinhos’, como é o caso do Pato Donald, que ficou mais de 20 anos ‘lutando’ na marinha Americana. Foram criados outros personagens dos quadrinhos de Disney em outros países, como é o caso do Brasil com Zé Carioca, para criar sentimentos de amizade entre países que eram úteis em tempos de guerra. Um longa-metragem foi feito nessa época (com Disney instalado no Brasil e na Argentina, estudando as culturas) exatamente para reforçar essa ideologia: Olá Amigos (1943), o único até hoje no qual Zé Carioca aparece.

Passada a Segunda Guerra, Disney retomou seus projetos (paralelamente com um posto de espião do FBI delatando supostos comunistas) e logo lançou os filmes Cinderella (1950), Alice no País das Maravilhas (1951), Peter Pan (1953), A Dama e o Vagabundo (1955), A Bela Adormecida (1959), 101 Dálmatas (1961), A Espada Era a Lei (1963) entre outros. Mesmo após sua morte em 1966, o Estúdio continuou sua produção de longas e séries até hoje, reformulando e desenvolvendo novas técnicas de animação.

Animação para Guerra

Estúdio Disney

Bob Thomas, em seu livro, Walt Disney: o Mago das Telas conta que quando a Segunda Guerra Mundial começou o estúdio Disney estava endividado e tentava inutilmente dar continuidade em projetos que sequer tinham verba para chegar ao final do processo. Com a invasão da França, o mercado de animação reduziu consideravelmente e por questões financeiras, parou com a produção de longas.

O Estúdio foi ocupado pelo exercito em 1941 e os desenhistas receberam ordens imediatas da Marinha que fizesse um filme para os artilheiros saberem identificar os aviões amigos dos inimigos. Pato Donald começou nesse momento suas ações governamentais. Enquanto filmes com personagens originais eram criados para treinar soldados, os personagens contribuíam para manter a moralidade e a ética entre os cidadãos.

Outros Estúdios

Charles Solomon em Enchanted Drawing: History of Animation, comenta que ao estourar a Segunda Guerra Mundial inúmeros personagens foram criados para a ‘ocasião’, um dos personagens mais famosos dos nazistas era o Lord Hee Haw do animador Norm McCabe’s e um filme da Disney “Stop That Tank” sem contar inúmeros logos para aviões e navios.

Nos Estúdios da Warner Brothers, Chuck Jones também teve a sua participação, fazendo propagandas com Patolino e Pernalonga usando capacetes de soldados e combatendo os inimigos de maneiras engraçadas. Até mesmo Orson Welles contribuiu com a animação Little Prince, mas infelizmente essa animação jamais saiu do story-board.

A MGM fez filmes de treinamento para soldados e personagens famosos como o Pica Pau, Andy Panda e o Coelho Oswald logo aparecem nos logos militares. Tex Avery fez um filme com personagens bombardeando uma caricatura de Hitler.
Não é a toa que vários personagens famosos surgiram e se firmaram nesta época. Pica Pau (1941), Tom e Jerry (1945), Red (1943), Gaguinho (1942), Gasparzinho (1945) entre outros…

Um interessante curta-metragem e bem famoso no Brasil é o “Guerra de Gato e Rato” onde Tom e Jerry lutam um contra o outro utilizando vários objetos domésticos e comidas como munição e enfrentando várias situações que os soldados enfrentariam (por exemplo, com um saco aberto de farinha, Jerry simula uma situação de combate na neblina) com várias placas e cartas com ordens especiais vindas diretamente do governo dos EUA.

No fim da guerra, os estúdios estavam endividados e destruídos, levantar dinheiro para futuros projetos e evitar uma falência eram uma das soluções tomadas para se recuperarem em um lento processo. A Warner e a MGM se levantaram investindo em seus filmes, já a Disney foi crescendo com as denuncias de Walt para o FBI. O autor Marc Eliot (Walt Disney: O Príncipe Sombrio de Hollywood) diz, ainda, em seu livro que Disney tinha contatos com o crime organizado que o protegia. Disney conseguiu dinheiro o suficiente para retomar a produção de longas e também para começar a construir o seu parque temático.

A animação de guerra, principalmente nos filmes da Disney, não se limitaram apenas a curtas e propagandas. Muitos longas continham metáforas e citações que também faziam seu papel de despertar simpatia no publico em um escapismo alienante.

Dumbo (1941)

Esse longa-metragem é considerado o primeiro filme em tempos de guerra da Disney. Independente desse fato, ele é uma das animações mais belas tecnicamente já feitas até hoje.

O argumento se resume a um bebê elefante que é descriminado por suas enormes orelhas, mas que consegue superar todos os seus problemas e se sobressair. Algumas seqüências foram imortalizadas por causa de sua emotividade (como a cena do bebê elefante sendo ninado por sua mãe, mesmo estando presa) e a performance dos corvos em “When I See an Elephant Fly”. Mas a seqüência mais polêmica e bela de todo filme são as figuras de elefantes em tecnicolor, feitos de bolhas, em uma dança surreal que surge como uma alucinação de Dumbo ao cair em um balde de cerveja e ficar bêbado. Ainda bêbado, ele come alguns amendoins e usa a tromba como metralhadora para atingir alguns inimigos.

Bambi (1942)

Na época de seu lançamento a crítica viu Bambi como uma animação muito ‘bonitinha’ e muito realista, e segundo eles esse contraste não funcionava. Por causa da guerra, esse filme não fez tanto sucesso na sua estréia quanto Branca de Neve, mas se levar em consideração que o publico europeu não poderia contribuir para seu sucesso, pode-se dizer que Bambi não teve uma recepção desfavorável.

O filme conta a história de um bebê veado que perde sua mãe (em uma das cenas mais chocantes feita em uma animação) e batalha para sobreviver por si próprio, até que consegue chegar a idade adulta e vingá-la, salvando também a floresta onde vive. Uma metáfora para as ‘justas’ vinganças de guerra.

Os puritanos e caçadores de imagens subliminares se referem a Bambi quase como um crime. O acusam de instigar a violência e o homossexualismo, inspirado em uma moralidade distorcida pela situação que a guerra impunha.

Olá Amigos (1943)

Em uma ‘missão’, Disney vem para o Brasil estudar a cultura local. Aqui, ele cria o papagaio Zé Carioca, um ‘brasileiro’ médio, inocente e bom de futebol. Em seguida ele vai para a Argentina e outros países da América do Sul. No fim de sua ‘jornada’, Disney tinha em mãos um roteiro para 4 curtas que seriam reunidos no longa-metragem Olá Amigos.
O filme trás de volta Pato Donald que faz uma viagem para a América do Sul, conhece os personagens de cada país que lhe apresentam os pontos turísticos mais famosos. No Brasil, Zé Carioca leva Pato Donald até a Bahia.

Cinderella (1950)

A partir de Cinderella, os longas-metragens Disney não mais servem ao propósito da guerra, pois esta já terminou, mas a situação do mundo não era das melhores, logo, esses filmes e outros conhecidos como escapistas (musicais, por exemplo) ainda são muito bem vindos pelo público. Uma distração.

A necessidade desses filmes aparentemente nunca terminará.

Cinderella conta a história de uma órfã que é maltratada pela madrasta e suas filhas, tendo apenas para conversar seus amigos ratos, pássaros e outros animais da fazenda onde vive. Ela é convidada para um baile assim como todas as moças da aldeia para conhecer o príncipe e se oferecer para ser sua noiva. Claro, eles se apaixonam e mais um conto de fadas tem um final feliz.

O que é mais criticado nesse filme é o fato de um gato se chamar Lúcifer. A fama de dedo-duro de Walt Disney não ajudou muito em eliminar esses ‘meros detalhes’ da narrativa. Algumas pessoas (principalmente as de esquerda em inúmeros países) assistiam aos filmes apenas para caçar essas ‘provas’ de que Disney não era um cara bonzinho como todos achavam.

‘Para Ler o Pato Donald’

Este livro, escrito por Ariel Dorfman e Armand Mattelard no Chile em 1972, é um ataque direto à figura de Disney. Eles apresentam uma visão esquerdista e apocalíptica não só as histórias e os personagens que Walt Disney desenvolveu, mas também aos meios de comunicação de massa e ao capitalismo. Esse livro apresenta, de forma descontraída e divertida, suas visões e acusações de todo o sistema econômico e social que gira em torno das histórias do Tio Patinhas.

As acusações mais polêmicas são frutos das descobertas de pequenos detalhes nas vidas familiares dos personagens: são todos sobrinhos de alguém, nunca tendo uma filiação direta. Nunca acontecem casamentos. E todas as relações são ambiciosas e interesseiras entre os habitantes de Patópolis.

Portanto, as acusações giram em torno de um sistema que estava (e hoje está mais ainda) em ruínas e que os quadrinhos (principalmente) jamais abordavam, como é o caso da desestruturação da família patriarcal. Ignorar a realidade foi considerado um crime de submissão nesse caso. O fato de Donald ser o sobrinho de Patinhas e ter também sobrinhos (Huguinho, Zezinho e Luizinho) e nunca ver os verdadeiros pais é um grande erro segundo os autores.

Não quero aqui defender a moralidade de Disney, mas sim de mostrar que ele era um homem que, assim como todos, sofre influencias de seu passado ao criar suas histórias. Seus problemas familiares podem ter sido inconscientemente transmitidos para seus quadrinhos (que não era diretamente ele que fazia). O fato dos autores estarem insatisfeitos com a situação do mundo naquele momento apenas ajuda mais ainda a encontrar mais ‘más influencias’ nos quadrinhos e filmes que acompanham a lógica de seu tempo.

Não estou dizendo que Disney era inocente e um bom homem, mas os quadrinhos do Pato Donald tinham muito mais o objetivo de girar um determinado capital para a industria do Estúdio do que sublinarmente transformar as crianças em monstros cruéis e ambiciosos.

Conclusão

Quando os casos se tornam famosos e polêmicos, como o de Disney e suas loucuras, perde-se a noção da verdade e tudo parece possível, transformando tudo em mito e criando fanáticos que acreditam que tudo é uma grande Teoria da Conspiração. Apenas poucos fatos são confirmados em registros oficiais.

Independente de Walt Disney ter ou não sido um louco, pedófilo, espião, simpatizante do nazismo ou qualquer outra coisa que seja acusado, ainda é admirado por ter sua contribuição na animação.

As técnicas que ele desenvolveu, as seqüências imortalizadas por sua beleza estética e emotiva e sua criatividade para desenvolver esses projetos complicadíssimos. Ele apostou firmemente no poder da animação de conquistar o público com fantasias e metáforas da realidade.

A animação em si tem tanto poder quanto um filme live action. Existem os grandes nomes da animação assim como existem os grandes nomes dos filmes. Hoje em dia muitos já perceberam esse fato e as técnicas estão se aprimorando cada vez mais. Nesse ponto, é impossível não agradecer a Walt Disney por sua contribuição. A animação não é mais conhecida como filme para criança (se é que algum dia foi), mas sim uma nova e poderosa industria que faz filmes de diferentes gêneros e estilos úteis a várias situações, inclusive as de guerra.






Bibliografia
Cartoons: Il Cinema D’Animazine, Bendazzi, Giannalbeto
Cinema Del Dopoguerra, Carpi, Fabio.
Para Leer Al Pato Donald, Dorfman, Ariel, Mattelard, Armand.
Walt Disney: O Mago das Telas, Thomas, Bob.
Walt Disney: O Príncipe Sombrio de Hollywood, Eliot, Marc.
Enchanted Drawing: History of Animation, Solomon, Charles.

Filmografia
O Cantor de Jazz (1928)
Steamboat Willie (1928)
A Branca de Neve e os Sete Anões (1937)
Pinocchio (1940)
Fantasia (1940)
Dumbo (1941)
Bambi (1942)
Olá Amigos (1943)
Cinderella (1950)
Alice no País das Maravilhas (1951)
Peter Pan (1952)
A Dama e o Vagabundo (1955)
A Bela Adormecida (1959)
101 Dálmatas (1961)
A Espada era a Lei (1963)
Guerra de Gato e Rato,Tom & Jerry, (1941)
Episódios Aleatórios de Pica-Pau (1941 – 1947)
Episódios Aleatórios de Andy Panda (1941 – 1947)
Episódios Aleatórios de Pernalonga (1941 – 1945)
Episódios Aleatórios de Tex Avery Show (1941 – 1943)

(post recuperado de 2004)

Jane Austen

Jane Austen

Uma Visão Privilegiada

Jane Austen é uma autora que me intriga bastante. Não posso comparar sua complexidade a de Dostoiévsky ou Kafka, pois ela tem um estilo único e apaixonante para aqueles que gostam de romances Inglês do final do século XIX, e que, claro, se surpreendem ao ver que Jane Austen supera seu tempo (assim como todo grande autor).

Austen teve uma vida breve e precoce. Apaixonada por literatura, por volta dos 15 anos de idade começou a escrever para entreter seu círculo familiar. Aos 17 começou a escrever a sua obra que mais aprecio Razão e Sensibilidade. Logo depois, aos 21, inicía a sua obra mais conhecida e admirada, Orgulho e Preconceito.

Diferente do que sua era ditava, ela não gostava muito de bailes e se mantinha longe do circulo social, preferindo ficar em sua casa escrevendo. Teve um breve romance com Thomas Lefroy, mas rompeu com ele antes de chegar a se casar.

Ela fica ao lado da familia o resto de sua vida, o pai morre e ela fica com a mãe e a irmã a mercê dos irmãos. Aos 41 anos, com 6 romances completos, ela tem complicações pulmonares e morre aos 41 anos, solteira.

Diferente de sua vida, todas as personagens que ela criou, encontram seu 'verdadeiro amor', não importa o quando sofram e padeçam durante o livro. Suas heroínas estão sempre situadas em um clima tradicional do campo inglês, rigido em seus costumes e, implitamente, decadente. Seu sarcasmo, mostra que em muitos aspectos ela é tradicional e moralista, apesar de suas críticas.

Em Razão e Sensibilidade, o primeiro livro que li dela, o eterno confronto entre cérebro e coração estão humanizados na figura das duas irmãs, Elinor e Marianne. Em um hexágono amoroso e depois de muita tortura para quem prefere o lado intelectual (o de Elinor) já que os sofrimentos exagerados de Marianne consomem longas páginas do livro, uma surpresa final revela que tudo termina bem. Marianne e sua fervorosa paixão por um jovem mulherengo, é sempre descrita com muito sarcasmo, deixando claro que a própria Jane, escolhe a razão à sensibilidade.

Orgulho e Preconceito, é uma comédia de maneiras e moralismos. Elizabeth Bennet é, com certeza, a heroína mais marcante de Austen, sempre guiada pelos bons costumes e com um atrevimento que deixa a trama deliciosa. Os homens dançam na mão dela, seu poder manipulativo é encantador. Todas as irmãs Bennet só tem a possibilidade de 'crescerem' na vida se se casarem (como todas as moças naquela época). Elizabeth, Lizzy, a mais velha, e encontra um jovem bonito que segundo seus preconceitos, parece um bom partido... até ele abrir a boca. Ele é absurdamente orgulhoso e eles imediatamente começam a se tratar como cães e gatos de classe. Seu preconceito é muito grande, e o orgulho dele então, nem se fala. Mas eles tem aquela atração (que hoje virou um clichê) um pelo outro, e passam por todo um processo de auto-conhecimento até que superam seus defeitos e conseguem viver felizes para sempre.

Em seguida, li Mansfield Park, a história de Fanny Price, menina pobre que aos 10 anos de idade vai morar com os tios ricos. Como uma 'Cinderella', ela tem muitos 'inimigos' nessa nova casa. Suas primas (poucos anos mais velhas que ela), a tratam como se fosse inferior e não brincam com ela, o único que lhe dá atenção é o primo 6 anos mais velho que ela, Edmund, que por sua vez tem um irmãos um ano mais velho que mal a reconhece como membro da família. Edmund vira seu melhor amigo e confidente. Quando sua tia (não a que pegou para criar, mas uma outra que mora perto), Mra. Norris, fica viúva, a velha fica mais irritante que nunca e pega no pé de Fanny até que ela chore. Fanny deixou para trás seu irmão, William, que também era o único que lhe dava atenção, na casa dos pais. Os anos passam e Fanny com 17 anos, vê chegarem na vizinhança dois irmãos com ares modernos, Mary e Henry Crawford. Mary, aos poucos conquista o coração de Edmund, o que vira um sofrimento pra Fanny, que sente perder o unico amigo. Henry, mulherengo, paquera a irmã comprometida de Edmund, Maria, o que causa um tremendo ciúmes na irmã mais nova, Julia. Em meio a passeios, jantares e ensaios teatrais (censurados por Fanny), os jovem se tornam muito unidos, e Fanny vira a melhor amiga de Mary Crawford, e um partido para Henry. Mostra-se não interessada em Edmund, por que ele gostaria de se dedicar ao clero (quando padres podiam casar etc), e ele começa a sofrer de amor não correspondido, trazendo seus problemas para Fanny. Por sua vez, Fanny observa tudo no background, até que Henry a pede em casamento. A partir de então, ela se transforma no centro da familia. Henry é rico, tem boas relações, é o partido que toda garota quer. Mas Fanny nunca o perdoa por paquerar Maria e Julia ao mesmo tempo e não o aceita. É um escandalo, seu tio, antes amável, a trata cruelmente, a tia Norris, a chama de ingrata, Edmund tenta convencê-la do contrario e ela perde parcialmente a amizade de Mary. Para acalmar os ânimos, Fanny volta para a casa dos pais para um visita, mas depois de 2 meses, percebe que ninguém voltaria para buscá-la, e ela não era exatamente bem tratada lá. Tendo mais 9 irmãos, ela se torna apenas mais uma na casa. Mas noticias ruins chegam, Henry fugiu com Maria (que jah tinha se casado) e Julia fugiu com um amigo de seu irmão mais velho. O irmão mais velho, Tom, está muito doente, e Edmund corre buscar Fanny. Sua presença é um conforto para a familia, e revelando que conhecia o carater de Henry, é perdoada por não aceita-lo. Mary se revela uma pessoa repulsiva e Edmund se desencanta. Para a alegria de Fanny, tempos depois ele percebe que eles eram feitos um para o outro e se casam.

Neste livro é interessante ver como os hábitos da cidade, e a quebra dos tradicionalismos incorporados por Mary e Henry acabam sendo provados ruins. Talvez seja o livro menos sarcástico de Jane, já que seu lugar preferiro para utilizar o sarcasmo, os bailes, não é mencionado mais que uma vez.

A Abadia Nothanger, é uma satira dos romances 'goticos', 'darks', comuns no tempo de Jane. Catherine Morland deixa os pais no campo e vai para Bath, uma cidade 'grande' passar o inverno em meio aos bailes e cafés com seus amigos senhor e senhora Allen. Assim que chega lá, encontra um moço, meio ao estilo anti-herói, exceto por sua boa aparencia, que lhe cativa instanteneamente. Depois de alguns triangulos, e uma amizade repentina com a senhorita Thorpe (que viria ser a noiva de seu irmão, um pouco mais adiante) e o irmão mais velho dela, Sr. Thorpe, sendo completamente incoveniente a arrastando para passeios a cavalo e a alugando durante todos os bailes (sem lhe dar a chance de dançar com seu amado Henry Tilney) . Finalmente, ela fica amiga de Eleanor Tilney e é convidada a passar alguns meses na casa deles, a Abadia Notharnger. O lugar parece um sonho para Cathy, que adora livros de terror vê uma pista em cada pedaço de papel e em cada armário que não abre, de um terrível segredo que pai deles, General Tilney, estaria guardando. Ela sinceramente esperada uma história trágica entre ele e a falecida mãe dos Tilney, mas tudo se revela uma bobeira inventada por ela mesma no final. Mas tudo se intensifica quando ela é subtamente expulsa da casa, ela imagina estar proxima ao segredo, e com isso ter desrespeitado o pai de seu amado. O tempo passa e tudo não passa de um mal-entendido. o General, orgulho, nunca perdoou Cathy por ser amiga da senhorita Thorpe (que rompeu o relacionamento com o irmão de Cathy para fugir com o irmão mais velho de Henry e Eleanor Tilney). Henry, querendo casar-se com Cathy, pe deserdado pelo pai e corre atrás dela. Eles se casam e vivem felizes para sempre, sabendo que não tinha nada de sobrenatural em Nothanger, exceto um pai muito rígido.

Em Emma, a heroína que dá nome ao livro, se orgulha em ser um 'cupido', sempre fazendo o possível para as pessoas certas se apaixonassem. Mr. Knightley aparece e se torna um amigo de Emma, enquanto ela tenta fazer sua amiga Harriet esquecer Mr. Martim, e se apaixonar por um cara digno. Mr. Knightley acredita que somente um amor-não correspondido ajudaria Emma a deixar de se preocupar tando com amores. Miss Fairfax aparece na cidade, ela é linda, sua visita deixa todos maravilhados e Emma com um pouco de ciúmes, já que ela atrai as atenções de Frank Churchill, o cara que Emma está interessada. Depois de muitos desentendimentos, Emma descobre que Miss Fairfax e Frank eram noivos em segredo. Harriet se casa com o homem de seus sonhos (que não era o recomedado por Emma) e Fairfax apenas esperava novembro para se casar com Frank. Emma Woodhouse percebe que estava apaixonada pelo amigo Mr. Knightley e eles se casam e vivem felizes para sempre.

E por fim, Persuasão, Anne Eliot se apaixona por um 'Zé Ninguém' (Frederick Wentworth) e persuadida por sua amiga Lady Russell, rompe o relacionamento com ele, o que lhe custa muito arrependimento. Tempos depois, ele propera e vira um capitão e apesar deles conviverem bastante ele ainda a despreza por sua decisão. Ele se interessa por Louisa, enquanto o primo de Anne, William, tenta seduzi-la. Mas claro, como todos seus livros, eles se dão bem, e o mocinho perdoa a mocinha, e eles vivem felizes para sempre. Esse livro é uma sátira da sociedade 'bem educada', uma percepção detalhada de comportamentos e relações, com aquele toque de celebração ao que Jane chama de o tesouro da vida, o amor.

Apesar de ser inexperiente nesse campo, é incrível ver as altas expectativas de Jane em relação a esse sentimento. Diferente de sua vida, o amor deixa todos felizes em suas histórias.

Grande autora psicologica e um pouco antropóloga, Jane Austen em seus poucos 41 anos de vida, conseguiu ser uma autora respeitada e polêmica, que mostrou em seus livros, as futilidades da sociedade decadente em que vivia.







"After long thought and much perplexity, to be very brief was all that she could determine on with any confidence of safety."
-- Northanger Abbey, Chapter 29

(post recuperado de 2005)

Post de 2005

Não me pergunte pq, mas gostei desse post.

Filmes, muitos filmes!

Eu adoro o cinema. Não é a toa que estou cada vez mais encantada com o curso universitário que faço. É claro que alguns filmes sempre vão te decepcionar, mas tem aqueles filmes que são tão completos, tão perfeitos, que assim que termina você tem vontade de espernear gritar e chorar, implorando para poder entrar naquele universo mais uma vez. Para que se tenha essa reação, obviamente o gosto pessoal conta muito. O último filme que me deixou nesse estado foi Steamboy, do Rin Taro, que passou na Mostra Internacional de São Paulo, como eu tinha comentado nesse blog naquela época.

Com o Oscar se aproximando, eu resolvi fazer uma maratona e assistir todos os filmes que eu tinha direito. Há mais ou menos três semanas que vou ao cinema pelo menos uma vez e na última fui cinco vezes. Sim, eu estava com muita vontade de assistir a esses filmes. Desde que escrevi aqui pela última vez, antes do grande mico que contei no último post, eu assisti: Desventuras em Série, Closer - Perto Demais, Nossa Música (do Godard), Zatoichi, Sob o Céu do Líbano, Mar Adentro, Ray, Em Busca da Terra do Nunca e Menina de Ouro. Infelizmente nenhum desses filmes me fez sair em estado de choque, como Steamboy (o que mais me aproximou desse estado foi Zatoichi), mas todos valeram muito a pena. Em DVD, lembro de ter assistido Mulheres Perfeitas, Igual a Tudo na Vida (do Woody Allen), Em Carne Viva, Porque os Homens Choram e De Olhos Bem Fechados (do Kubrick), Tróia, Colateral, Eu Robô, Abril Despedaçado, Osama, Declínio do Império Americano e O Agente da Estação. Nesse meio tempo, tive três diárias de filmagem, uma delas com Cromakey... tô tão feliz!

Bom, mas continuando, meu objetivo nesse post era comentar um pouco cada filme que assisti no cinema (se fosse comentar os do DVD também, ia escrever eternamente...). Então, vou começar na ordem na qual assisti.

Desventuras em Série é um bom filme para crianças e para os adultos felizes se deliciarem em algumas partes e morrerem de ódio em outras. O filme tem aqueles aspectos técnicos pelos quais foram merecidamente indicados ao Oscar, uma Direção de Arte fantástica, uma maquiagem muito boa e um figurino de fazer inveja. As crianças, por incrível que pareça, atuam muito bem, mas tem aqueles escorregões que te fazem descer do céu ao inferno bem rápido e dolorosamente.

Closer - Perto Demais é um teatro filmado. Pouquíssimos movimentos de câmera te dão a impressão de mesmice e de que estamos girando em círculos o tempo todo, assim como o assunto que o próprio filme aborda, as relações. Muitas pessoas ficam revoltadas ao ouvir diálogos tão explícitos (Julia Roberts detalha TUDO o que ela faz com o amante ao marido), mas convenhamos que os diálogos, sendo os originais da peça de teatro, são muito bons. Clive Owen faz um personagem muito interessante e a Natalie Portman se revela como uma boa atriz dramática. A força do filme está nos coadjuvantes. Não sei se o filme leva algum crédito que a peça não leve, não sei se têm momentos realmente cinematográficos. Ele é simples e não vai além do que a peça de teatro ia; fala da vida e como ela gira em círculos, terminando exatamente como começa.

Nossa Música... O que posso dizer desse filme? É Godard... Eu não me sinto qualificada para comentar decentemente um filme dele. Apenas digo que o filme, em seu ritmo lento característico do diretor, te leva a uma viagem reflexiva mostrando subjetivamente o que o diretor considera Terra, Purgatório e Paraíso. Estranho? Assista e depois venha comentar.

Zatoichi é muito bom, talvez o melhor de todos os filmes que citei acima. Quem está familiarizado com animes como Rurouni Kenshin e Inuyasha vai se sentir em casa. O filme se passa no Japão Feudal, naquele clima que todos os fãs de anime já conhecem, um espadachim misterioso e MUITO bom anda por aí vivendo humildemente enquanto se torna uma lenda na boca do povo. O que surpreende e empolga são as cenas de lutas e as seqüências musicais. Sim, é um musical japonês em clima de anime. A mistura funcionou e o filme é fantástico. É impossível tirar da cabeça o sapateado final, quando todos os personagens (inclusive os que morreram durante o filme) dançam uma coreografia de cair o queixo e deixam a platéia com vontade de pular e sair dançando também. A minha única crítica ao filme é que os efeitos especiais (basicamente, os sangues jorrando), são muito ruins, tanto que cada vez que se vê da vontade de dizer 'Putz'.

Sob o Céu do Líbano é um filme interessante, mas nada que impressione. Tenho a impressão de que ele existe unicamente para fazer um papel social sobre o eterno combate de fronteiras entre os árabes e os israelenses. Trata-se de um romance proibido e um casamento arranjado. Um triângulo amoroso básico que, como qualquer outro, termina em uma tragédia jogada subjetivamente para funcionar de eufemismo. Os personagens são fortes e muito interessantes, talvez seja somente eles que seguram o publico nas cadeiras.

Mar Adentro é um filme que você vai assistir sabendo que você vai chorar só de ler a sinopse porca que o jornal oferece. Trata-se de um tetraplégico que espera 28 anos para que a justiça lhe conceda a eutanásia. Nos seus últimos anos, ele tem um destaque especial na mídia, ganha novos amigos que o ajudam a querer a viver e não a morrer e como o assunto é muito delicado, mal se pode tocar decentemente no assunto sem que o enfermo se ofenda e comece a usar frases fortes e de efeito contra eles. O interessantíssimo nesse filme é o fato de mostrar o lado de todos os envolvidos da vida o tetraplégico. Alguns constroem suas vidas em torno do mundinho do doente, outros saem do ambiente para ter suas famílias, mas não o abandonam completamente, amigos gostam da idéia da morte e outros se apóiam nele como conselheiro psicológico. O fato é que ele não consegue a permissão para morrer então, se suicida com Cianureto, conseguido por 'mãos amigas'. Mas não posso terminar sem falar no maravilhoso plano seqüência do vôo do enfermo até a praia. Em um mundo onírico criando pelo doente, ele tem o poder de voar... Com a música italiana de fundo e a tomada área sobrevoando montanhas e vales verdejantes até terminar no mar, realmente é uma das coisas mais impressionantes que já vi. Foi o momento cinematográfico do filme.

Minha opinião sobre Ray foi muito influenciada pelo fato de ter acidentalmente trocado de sala e não estar esperando ver esse filme. É um bom filme que mostra a ascensão do recentemente falecido cantor, abstendo-se completamente dos últimos anos de sua carreira na qual sua música já estava em um estado decadente. É um filme moralista que mostra uma dicotomia entre um mundo bonzinho e fiel sem drogas e um mundo malvado, promiscuo e viciado. Ele bate muito na mesma tecla, adiantado tudo o que poderia vir a ser uma surpresa. É como se o 'Grilo Falante' ficasse ao lado da tela dizendo 'veja, agora ele está fazendo sucesso, mas está usando drogas... e ele continua... continua... um dia ele cai, você sabe, né?' Mas é um filme que se propõe a ser uma biografia 'fiel' a vida de Ray, e com a trilha sonora muito bem escolhida (afinal Ray Charles tem ótimas musicas) e uma atuação surpreendente de Jamie Foxx, o filme com certeza vale a pena.

Em Busca da Terra do Nunca é o tipo de filme que mistura fantasia e realidade de uma forma divertida, inteligente e principalmente, que funciona. Ele te leva ao mundo da composição de uma das peças teatrais mais famosas do mundo, Peter Pan. Johnny Depp e Kate Winslet mostram do que são capazes. São muito bons e dão a áurea onírica, um brilho especial. A única coisa que me irritou um pouco, foi o fato de terem escolhido crianças bonitinhas e fofinhas que se chorassem levariam o público às lagrimas também. Essa é a única forma de apelação emocional que vi, se teve alguma outra, ela foi muito bem escondida. Sei que demorarei um pouco até esquecer a cena na qual Kate Winslet 'entra' na Terra do Nunca e desaparece com um fade out em meio às fadas e balanços de flores.

Por fim, Menina de Ouro, o trabalho mais recente de Clint Eastwood. A crítica colocou o filme em um pedestal, todos assistem e saem desidratados de tanto chorar no final. Para os que ainda vão assistir, não leiam porque terá spoilers. O roteiro gira em torno de um baita clichê. Uma menina que quer ser lutadora de boxe e para isso tenta ficar amiga do agente durão que se recusa a treinar garotas. Eles acabam ficando muito amigos, como era de se esperar, e ela se torna uma grande lutadora, apenas perdendo o título mundial porque a lutadora adversária (que também é prostituta, malvada e trapaceira) com um golpe ilegal a nocauteia, ela cai em cima de um banco e quebra o pescoço, ficando tetraplégica. Agora o foco não é mais nas lutas de boxe, mas nas condições da ex-lutadora. Como também é de se esperar ela pede para que seu amigo e treinador, a mate. Pronto. A platéia cai aos prantos. A família malvada da mocinha resolve ir visitá-la para que ela assine um documento transferindo todo seu dinheiro para eles, mas antes fica em explícito (quase que ridiculamente), que eles foram à Disney antes de entrar no hospital. O treinador faz o que a mocinha lhe pediu e a mata com uma injeção letal, desaparecendo no mundo logo em seguida. É um filme simples, com um roteiro fraco e com uma fotografia muito boa. Me pergunto se o diretor fosse um Zé Ninguém, e não o Clint Eastwood, se todos idolatrariam o filme tanto assim.



Bom, de filmes chega por hoje.

Posts Antigos

Encontrei alguns posts que publiquei no meio primeiro blog. Acho que foi em 2002, mas ainda achei engraçado e resolvi reciclá-lo

Era bonitinho... hoje é um micão!

Qual criança, filha de pais que tiveram condições de ter uma câmera filmadora, não cresce e vê TUDO o que os pais filmaram?

Sim, sempre tem um 'longo plano' de você dormindo e tomando banho, e com o 'cameraman' dizendo "olha pra mamãe, filhinho, olha aqui!"

Putz, que mico, quando encontramos as fitas... o que geralmente acontece quando se está com um amigo, e vemos aquelas lindas filmagens...

Inspirada por essas malditas fitas que eu acabei encontrando em uma gaveta qualquer aqui de casa, resolvi combinar esse e um outro assunto que eu estava engasgada há tempos pra contar, resolvi fazer esse post.

O outro assunto também é sobre essas 'fitas', mas eu só lembrei delas porque toda vez que eu digo pra alguém que faço faculdade de cinema o engraçadinho/burro pergunta 'mas você quer ser atriz?' 'você também faz teatro?' 'Tá acostumada com os palcos?' e é nessas que eu lembro... sim, já estive em MUITOS palcos... e todas essas vezes foram filmadas...

Mas, enfim, vamos analizar CADA fita que eu tenho aqui em casa...

Maternal - Miki com 4 anos de idade está em um palco, de camisola e um bichinho de pelúcia dançando 'Meu Querido Ursinho Pimpom' com mais algumas coleguinhas... o engraçado dessa fita é que o mico não é SÓ meu, meu primo estava no Pré, nessa época (hoje ele tem 21 anos, acho), e lá está ele dançando vestido de palhacinho... ahahahahahahahahahhaa!!!!!!!!!!!!

Pré- Miki dançando com seu 'parzinho' na 'formatura' da pré-escola... e o menino era o meu primeiro paquerinha, lembro que tinha cabelo loirinho... no estilo que curto até hoje. O nome dele, se não me engano era Bruno Azevedo, ou algo assim. E analisando melhor, tem uma parte da dança que eu tira que segurarna mão dele em cima da minha cabeça e rodar... o maldito segurou minha mão com força e eu torci meu dedo, tentando rodar... Nessa fita também teu a 'entrega do diploma'... não preciso dizer mais nada, né?

Primeira Série - O professor da terceira série me chamou pra dançar com as meninas uma coreografia com colanzinhos e lencinhos... não dá pra enteder bosta nenhuma nessa fita, só que uma hora jogamos 'lantejoulas' na pláteia... a música era I Will Always Love You. Nessa mesma fita tem Miki vestida de Miss Caipirinha, sendo coroada, aliás, aqui ganhei meu primeiro e único buquê (do meu pai... o que não pode ser considerado grandes coisas então).

Academia Pessoa 1° Ano - Putz, a minha fabrica de micos filmados... nessa aqui, tem Miki dançando com um vestido de bolinha e um BAITA rabo-de-cavalo no estilo anos 60, a música Estúpido Cupido. Um pouco mais pra frente, no segundo ato, Miki está com um conjuntinho de saia e blusinha curtos e apertados dançando 'Meu Calhambeque' na versão da Angélica. Acho que tinha 8 anos nessa fita...

Academia Pessoa 2° Ano - Vestida de anão da branca de neve (o Feliz).... isso lá é jeito de começar a dançar balé? com uma barba branca, um narigão postiço, um chapéu pontudo e andando de joelhos??? Miki dançando como 'rainha do baile' (sim, como aqueles filmes de adolescentes), com um vestido azul, decotado (sem peitos pra mostrar, então, não tinha graça), e comprido. Na segunda coreografia eu estava com um macacão roxo que terminava como uma calcinha, com umas correntes douradas e uma bota que ia até o meio das cochas... acho que era pra parecer uma puta, mas não deu muito certo. Mas é uma roupa meio ridícula pra se dançar num palco.

Aprontando em Casa (o titulo genial que a minha mãe deu a esse video) - Esse aqui tem algumas 'preciosidades'... Miki com 8 anos de idade... imitando cachorro, socando a irmã (essa é muito engraçada!!!), tendo ataques epiléticos e... fazendo um striptease de 7 minutos... com um BAITA zoom na bunda... Depois tem o meu aniversário de nove anos, eu caindo dos escorregadores do Parque da Mônica, Por último, nessa fita, tem o aniversário de 4 anos da loira... me flagram no finalzinho quebrando os brinquedos que ela tinha ganhado >:)

AP 3° Ano- Miki... dançando... vestida... de... GAMBÁ! AHAHAHAHA!!! Olha o rabinho!!! Hun.... também tem Miki dançando vestida de menino, de chapéu, bigode, bengala e tudo mais... Meu coque caiu no meio da dança e virei um homem moderno com os cabelos na cintura ^.^

AP 5° Ano (não dancei no 4°) - Miki vestida de soldado americano no Vietnam, dançando com uma metralhadora de brinquedo (com aquela musica What a Wonderful World, no final...). Vestida de Colonizador Inglês (era a história da Pocahontas), com uma peruca branca de cachinhos e um meião branco até os joelhos.

AP 6° Ano - Miki vestida de odalisca... essa é a única oportunidade de ser Miki vestida assim, juro que nunca mais me vestirei com tanta indecencia. Mas para agradar o 'publico' ainda mais, Miki volta, vestida de Cheerleader, com pompons e shorts curtissimos. Eu ainda volto vestida de 'palestina' com um turbante e um vestido até os pés que... adivinha? sobe até os peitos enquanto tô dançando... Ah, sim, depois ainda, danço vestida de lutadora de boxe, com um shorts vermelho estilo Carla Perez e um top inexistente.Ainda bem que daqui pra frente não dancei mais.

E assim, também terminaram as fitas. Ainda bem, não aguentava mais tanta pagação de mico.

Monday, November 22, 2010

Uma Pequena Observação

Semana passada sairam duas matérias no jornal que não tiveram muito destaque, mas fizeram alguns pensamentos passarem pela minha cabeça.

A primeira: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/11/18/pais-que-impediram-transfusao-de-sangue-para-filha-vao-a-juri-popular.jhtm

Basicamente estão acusando os pais sem levar em consideração os motivos religiosos por trás da decisão. Agora, por que em questões como aborto a primeira coisa que dizem é que só Deus tem direito a tirar a vida? Vamos entrar num consenso! Afinal, a religião é ou não é relevante para decisões legislativas?

E essa outra matéria sobre o Berlusconi:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/11/18/silvio-berlusconi-devolve-penis-ao-deus-marte-e-os-bracos-a-deusa-venus.jhtm

Simplesmente me fez pensar no egocentrismo desse cara. Eu ainda não entendo porque cortaram fundos para os restauros, não pelos restauros em si (no caso desse restauro que o Berlusconi mandou fazer só por que uma estátua incompleta o incomodava), mas pela manutenção e a preservação de obras que carregam séculos de história com elas. Imagino como seria triste se elas desaparecessem simplesmente porque precisam cortar gastos do governo. Não está na hora de apelar para uma entidade internacional?

Monday, November 15, 2010

Resolução de Fim de Ano

Tinha várias coisas que eu queria fazer esse ano, acredito que consegui muitas. Hora de colocar em balanço o que fiz durante esses meses e ver o que dá tempo de fazer ainda, afinal não quero acumular resoluções para o próximo ano.


Hobbies
1) Não posso dizer que sou fluente em francês, mas já estou no avançado. Ano passado nesse mesmo dia, eu só sabia 'mercy'.
2) Mantive a academia por um ano! Nunca tinha conseguido fazer isso antes. Continuar!
3) Acompanhando 6 seriados.... hm.... deveria diminuir essa lista.
4) Consegui escrever uma história que tava na minha cabeça há alguns anos.
5) Li apenas 9 livros. Droga.

Profissional
1) Emprego estável, vivaaaa
2) Curso de Autocad
3) Fazendo uns freelas de design
4) duas pesquisas cientificas!
5) notas cada vez melhores na faculdade.

Social
1) hm... saí.... oh dear.... 5 vezes esse ano.
2) Restabeleci a amizade com uma pessoa que gosto muito da escola. Pontinhos positivos.
3) Em compensação, dei um passo pra trás em 4 amigos em potencial. Viraram colegas.
4) hoje: 1 ano e 3 meses sem Mc Donalds
5) hoje: 11 meses e 4 dias sem bebida alcólica
6) hoje: oh my.......... jura? 1 ano e 4 meses sem beijar ninguém!!! Não vou nem contabilizar outras coisas, páro por aqui.


Bom, até dia 31/12 dá tempo de ler mais livros, de fazer um curso de 3D max.

Monday, November 01, 2010

Brigada de Incêndio

Confesso que há muito tempo eu queria aprender a usar extintores, mas até para trocar o pequenininho do carro meu pai criava caso, falando que era coisa de homem fazer.

Semana passada registraram na empresa as pessoas que estavam interessadas em fazer parte da brigada de incêndio (trabalho voluntário). Meu lado feminista que queria se provar capaz de mexer com extintores obrigou a me inscrever.

O treino foi mais divertido e fácil do que eu esperava. As 7h da manhã da segunda passada um ônibus encostou aqui no trabalho e nos levou para uma chácara em Guarulhos, um centro de treinamento do corpo de bombeiros.

Tomamos um café rapidamente e passamos a manhã toda assistindo palestras e instruções técnicas tanto para apagar focos de incêndio antes que cresçam como a parte de primeiros socorros.

Depois do almoço que a coisa ficou divertida, em campo, pude ter uma noção prática do que eles estavam falando. A primeira surpresa foi quando o bombeiro colocou fogo em um botijão de gás... O negócio vira um maçarico, mas aparentemente não chega a explodir. Basta fechar o registro ou simplesmente colocar o dedo na saída do gás (sim, logo abaixo da chama) que o fogo apaga, sem dores nem sofrimento.

Bom, depois teve treinamento de UTI, basicamente colocam fumaça (daquelas de gelo seco mesmo) em uma casa, apagam a luz e você tem que entrar e encontrar alguns bonecos lá dentro (as pobres vitimas). Recuperei dois, mas acho que não fui muito cuidadosa com eles pelo caminho... bom, os enfermeiros do lado de fora cuidaram depois.

Seguimos para a temida casa da fumaça. Fumaça de verdade, uma casa pequena, caminho estreito e tudo escuro. Sai daí ou você morre. Okay, eu saí, fechei os olhos e segurei a respiração, quando tinha que respirar usava o só o nariz e abaixava até o chão para inspirar. Não tossi nem nada, mas confesso que meu nariz ficou todo preto por dentro. Que nojo.

O próximo treinamento foi o que gostei mais. Entramos em outra casa, onde tinha vários focos de incêndio e tinhamos que pegar os extintores corretos e apagar o fogo de cada equipamento. Basicamente, pó químico é para equipamentos elétricos, CO² é para equipamentos eletrônicos sensíveis e água é para outros materiais que não correm o risco de serem danificados ou darem choques elétricos. Claro que podemos usar mais de um tipo no mesmo equipamento, mas ensinaram assim por enquanto.

Para finalizar o dia, aprendemos a usar hidrantes. Desenrolar a mangueira, encaixar os plugs e ligar o maldito. Cara, como aquilo fica pesado com a pressão da água. Sem contar o banho que a gente leva.

Depois comemos novamente e entramos no ônibus para vir pra casa. Passaram duas horas do meu expediente e ganhei hora extra.

Bom, tô treinada, só espero que o hospital não pegue fogo tão cedo.

Sunday, October 17, 2010

Super Cozinheira

Eu não achava que me daria bem cozinhando, mesmo porque nunca tive paciência pra ficar na frente do fogão por muito tempo.

Tudo começou quando eu estava com uma vontade insana de comer bolo de cenoura e - pasmem - estavam esgotados nas padarias aqui perto. Comprei os ingredientes e fiz, mesmo cética quanto ao sabor. Quando ficou pronto, para minha surpresa, tinha ficado ótimo!

Arrisquei fazer um mousse de chocolate. Fantástico.

Resolvi fazer pratos salgados. Primeiro uma torta light de camarão. A necessidade de cozinhar coisas salgadas aumentou a medida que fui aprendendo a substituir ingredientes refinados pelos integrais. Aqui em casa ninguém come nada integral, a menos que tenha sido pré-aprovado por mais alguém além de mim.

Aí aprendi a fazer um assado de soja com palmito. Que delícia! Soja virou ingrediente essencial para algumas tortas.

Arroz integral, feijão azuki, refogados de abobrinha...

Descobri como fazer doces com suspiros, como macaróns e o bolo concord.

Aí há 15 dias tive uma revelação: eu nunca tinha comido maçã verde. A vida inteira me falaram que era azeda, que eu não ia gostar... resolvi provar. Virou meu tipo de maçã favorito.

Aí ontem no mercado vi um pacotinho de mexilhão limpo e congelado. Novamente lembrei que era mais uma das coisas que nunca tinha provado. A cara de nojo que minha mãe fez quando coloquei no carrinho me lembrou do motivo de nunca ter comido.

Aí hoje fiz um teste. 3 receitas com os bichinhos, em quantidades pequenas de degustação. A primeira, um risoto com pimenta, a segunda, outro risoto, mas com coentro e limão e a terceira um molho vongole para colocar no macarrão. Sim, adorei os 3.

Ao verem as comidas diferentes torcem o nariz e saem de perto fazendo barulho de quem está a ponto de vomitar, mas quer saber? Ninguém aqui sequer arrisca provar algo novo. Uma pena porque não vão saber que virei uma ótima cozinheira.

O segredo da cozinha agora é... música clássica e paciência.


Tuesday, October 12, 2010

Descontrole

Momento terapia: estou tendo momentos (até dias inteiros) de descontrole ultimamente. Coisa que há anos não fazia: me empanturrar de doces e salgados até passar mal, passar dias inteiros chorando a toa, explodir com tudo e com todos e estar tão ansiosa que até espinhas voltei a ter! É como se estivesse numa TPM constante. As pessoas estão me incomodando.

Na faculdade eu tenho a impressão que os assuntos são tão fúteis e triviais que prefiro ficar quieta do que me forçar a comentar alguma coisa só por comentar. Nenhum assunto lá parece fazer parte da minha realidade e quando a aula começa - que ódio quando os professores atrasam e tenho que ouvir os colegas - ninguém cala a boca. Tenho a impressão que ninguém se interessa ou se esforça!

No trabalho eu consigo manter o humor estável, não sei se é mais um dos meus truques de esquecer completamente tudo a minha volta e me manter concentrada, com os pensamentos voltados para os projetos que estou desenvolvendo eu literalmente me esqueço e funciono de forma - prazeirosamente - mecânica.

Na academia é a mesma história; mantendo o corpo em constante movimento e sendo - pasme - sociável, eu consigo deixar a irritação constante de lado por algumas horas.

Basta acabar a rotina trabalho-academia-faculdade para sobrar alguns fatídicos minutos pra ouvir as infinitas lamentações de casa. Não, eu não quero saber sobre os problemas de dinheiro dos meus pais, finalmente EU to ganhando meu próprio dinheiro e estou pagando as minhas coisas. Estava orgulhosa em relação a isso, até queria compartilhar, mas ao invés de ouvir incentivos, só escuto 'essa vida é uma merda, eu tinha tudo e perdi e bla bla bla'

O único lugar que estou dividindo tudo é na psicóloga. Semanalmente eu estou me forçando a pensar sobre essas coisas, mas o processo é lento. Minha ansiedade (justamente o que deveria estar tratando) para achar uma solução rápida está me frustrando.

All right, paciência (coisa que não tenho). O jeito é continuar tentando e resistir a essas maluquices. TPM o mês inteiro não dá.

Monday, September 27, 2010

Retomando

Eu sei, faz um gazilhão de anos que não passo aqui.

Eu estava decidida a arrumar um emprego estável e tocar pra frente a carreira, afinal já minha segunda faculdade e tá mais do que na hora de acertar minha vida.

To trabalhando, indo pra academia, pra faculdade, to fazendo tudo o que deveria fazer, a rotina tá corrida mas falando em algo mais profundo tá tudo tão parado, tão chatinho.

Eu gosto do meu trabalho, da faculdade, da academia, do francês, mas estou com a impressão que estagnei em algum ponto. Estou lendo livros, visitando exposições. Não sei o que mais posso agregar pra voltar a ter aquela impressão que estou evoluindo.

Pelo visto, agenda cheia não é sinônimo de mais adrenalina. Em algum ponto tá faltando tempero. Eu gosto do que faço, mas ainda falta o prazer de fazer.

Se não precisasse de dinheiro acho que me exilaria com monges em algumas montanhas da Ásia pra tentar achar um sentido pra vida, se é que existe.

Thursday, July 29, 2010

Sem Idéias

Com o twitter, o blog ficou abandonado. É muito mais fácil encontrar o que falar em alguns toques do que escrever um texto toda vez.

Mas ainda gosto muito desse blog, mas entre o CNPQ, o novo PIBIC, cursos de francês e correria atrás de estágio eu acabei ficando sem assunto pra escrever aqui.

Como estou numa fase de mudança radical, acho melhor esperar estabilizar para achar um tema para o blog, mesmo porque sem um tema interessante ele naum vai pra frente. E convenhamos que meus pensamentos não são exatamente um grande atrativo para internautas.

Bem, vou esperar mais algumas semanas, e aí volto a postar regularmente.

Monday, March 15, 2010