Friday, February 18, 2011

Salve as Baleias!

Japão... um país tão avançado tecnologicamente, que traz tantos benefícios e contribui com sua cultura rica em cores e formas. Como um país desses se torna tão retrógado quando o assunto é a caça as baleias? Foda-se que é uma tradição ancestral, seus ancestrais não desequilibravam o ecossistema! Seus ancestrais não estavam extinguindo espécies! Vamos pensar no futuro e esquecer essas tradições. Caçar é crueldade!
 
 
Folha SP:

TÓQUIO, 18 Fev 2011 (AFP) -O Japão decidiu suspender sua campanha de caça às baleias na Antártida até o final da atual temporada, informou nesta sexta-feira (18) o ministro da Agricultura e Pesca, Michihiko Kano.

"O ministro disse que a campanha será suspensa devido à dificuldade de se garantir a segurança das tripulações diante do assédio incessante da Sea Shepherd", a organização ecológica que ataca os pesqueiros japoneses, revelou a TV estatal NHK.

A Agência de Pesca já havia anunciado, na quarta-feira, a suspensão das atividades do Nisshin Maru, navio-fábrica da frota baleeira, por questões de segurança.

O Japão caça anualmente centenas de baleias na Antártica em nome da "pesquisa científica", já que a captura comercial do cetáceo está proibida desde 1986. As autoridades japonesas afirmam que o consumo de carne de baleia é uma tradição ancestral no arquipélago.

Thursday, February 10, 2011

Cher - The Shoop Shoop Shoop Song (It's in His Kiss) [Official Music Vid...



You gotta love it!

Texto para começar o dia

10/02/2011 - 07h05
Faça a coisa certa
DE SÃO PAULO
Nasce um jovem em um bairro pobre com altos índices de violência e resiste à pressão para se marginalizar. Não se torna drogado, assaltante ou auxiliar de traficante. Não se evade da escola. Estuda duro e fica sempre entre os cinco melhores alunos da classe.
Deixa a mãe feliz. Mas não terá muitas oportunidades para ganhar mais que três salários-mínimos, quando entrar no mercado de trabalho. Ele não chegará a uma boa faculdade ou sequer ao terceiro grau, pois não terá o mesmo nível educacional da classe média. E não terá acesso a quem dirige as empresas.
Não há política pública específica que o apoie por se destacar. Ele está praticamente só.
Quase não temos políticas que estimulem quem faz a coisa certa. Há muitos projetos para quem entra no desvio: o egresso da prisão, o drogado, aquele que se atrasou na escola. Está certo. Mas, se o cidadão realizou o que a sociedade esperava dele, nada.
A meritocracia é valor importante. De uma forma ou outra, é aplicada em muitas empresas. Na universidade, há poucos programas de incentivo para quem se destaca. Porém, os melhores alunos acabam nos melhores empregos. Os melhores do Capão Redondo, da Vila Cruzeiro, da favela de Salvador, não.
Dizer que quem faz a coisa certa apenas cumpre com a obrigação é papo- furado. Todo o mundo precisa de reconhecimento, carinho e incentivo pelos gols marcados. Ainda que naturais.
No mundo de hoje, carente de indivíduos honestos e dedicados, repleto de frustrações com a ética, por que não incentivar quem faz a coisa certa?
O jovem dos Jardins que se destaca na escola é premiado pela família ou por cursinhos ávidos em propagandear o índice de sucesso na aprovação em faculdades de grife. Por que não dar bolsa para curso pré-vestibular aos que se destacam nas escolas públicas em regiões carentes? Por que não bancar bolsa completa para a faculdade aos primeiros colocados dessas escolas?
O mesmo ocorre com quem paga impostos. Os sonegadores sempre têm um perdão e um Refis (Programa de Recuperação Fiscal) à disposição. Os que pagam impostos em dia não recebem qualquer desconto. Desconto que seria crescente se continuassem a pagar em dia, tornando-se um investimento do Estado nos bons pagadores.
Mas não. Para eles, só a lei dura e crua. Se atrasarem uma prestação, multa. Se passarem mais dez anos em dia, nada.
O Estado é pai para transgressores e padrasto para quem é correto. E seguimos a lamentar os malfeitos que jorram pelo noticiário.
Não faz sentido. Está na hora de premiar os que se destacam pela virtude. Principalmente os mais pobres.
 
Texto publicado na Folha de São Paulo. Para a versão integral: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joseluizportella/873142-faca-a-coisa-certa.shtml