Tuesday, June 28, 2011

Resoluções - Final do Mês 6

 

Terminando Junho, estou quase entrando no mês de julho e acabei resolvendo algumas coisas, mais nos hobbies, mas pelo menos fiz alguma coisa, diferente dos últimos dois meses:

 

Metas Profissionais:

- 3ds Max- Ok, utilizarei o mês de julho para praticar, estou com um projeto de reforma em casa e estou pensando em usar esse para fazer tudo o que tenho direito para treinar maquete eletronica e animação com câmera. Uma das minhas frustrações foi descobrir que mudou muito a parte de aplicação de materiais do 2010 para 2011, vou ter que pesquisar como fazer novamente.

- Curso de Maquete Eletrônica - Estou pensando que o Revit é mais adequado para fazer isso. Estou esperando a resposta de uma oferta de curso.

- Pesquisa: Capítulo 4 feito, preciso fazer o capítulo 5 e a conclusão

- Nova Pesquisa: Aceita e contrato assinado. Material praticamente todo selecionado.

- Francês: Não tem mais curso de férias para o módulo avançado. Como assim??

- Emprego: 52 dias para minhas férias! Também estou mandando currículo para assistência de arte, não tem muita coisa com cinema, mas na área de publicidade tem bastante.  

Hobby e Saúde

- Livro e monografia devidamente registrados. Minha intenção é mandar para editoras assim que tiver um tempo para fazer uma pesquisa de possíveis interessados. Se não obtiver uma resposta até o fim do ano, publicarei em um blog e colocarei um paypal.

- Essa preguiça invencível de voltar a malhar! Estou pensando em ver um estúdio de yoga que tem perto de casa.

- Diminuir bumbum: marquei uma consulta para ver a possibilidade de fazer uma hidrolipo.

- Troquei de convênio de novo! Recuperei minha dermatologista querida, mas perdi a ginecologista. Vou ter que fazer os checkups novamente.

- Mais um livro para a faculdade 2/10

- Li La Petite Fille de Monsieur Linh e Sauve-moi. 3/2

- Li La Solitudine Dei Numeri Primi. 1/3

- Adicionando mais um item a lista: Livros por diversão: 5 Livros da Série Pearcy Jackson e One Day.  Então 6/0

- Vou escolher entre Macchu Pichu e a Lipo, pelo visto.

- Ainda não me levei pra beber.

- Mais um item adicionado: filmes clássicos que preciso ver: Anna Karenina (1948), Camille (1936), City Lights (1931).

Social

- Até agora consegui sair 4 vezes. Não é muito, né?  

- Educada, minimalista, porém não monossilábica.

- Museus: Pinacoteca, Museu da Lingua Portuguesa, Museu de Arte Brasileira (exposição do Modernismo e da Gracy Kelly), CCBB (exposição do Escher). Estou pensando em assistir alguma coisa no Teatro Municipal.

- Nada de templo e ainda estou tentando visitar mais parques.

- Quando que vou sair do meu quarto? Quando?

Thursday, June 23, 2011

Camille (1936)






 

É a famosa História de Alexandre Dumas Fils, A Dama das Camélias. Eu sou suspeita para falar, pois é um dos meus livros favoritos. Como é de se esperar Greta Garbo faz o papel de Marguerite Gautier e o lindíssimo Robert Taylor faz o papel de Armand. Mais um filme de George Cukor na minha lista do fim de semana.

Para quem nunca leu o livro ou viu o filme, a história basicamente se desenvolve em volta da prostituta Camille (um nome popular para Marguerite), lindíssima e cheia de joias graças ao Barão que a visita constantemente.

Os problemas de Marguerite começam quando o jovem Armand se apaixona por ela, e aos poucos, ela acaba também se apaixonando por ele. Os pais do jovem não aprovam, ela de certa forma não aprova o fato dele estar jogando a vida fora com ela.

Marguerite vive doente, fica implícita uma tuberculose, e acaba por morrer na frente de Armand.

O estilo despojado das colegas de Marguerite, das senhoras que a acompanham, deixa o filme mais leve, apesar de ter sido escandaloso na época. A própria Garbo ri da vida de uma maneira tão leve e despreocupada que é impossível não sorrir.

É um daqueles filmes maravilhosos que giram em torno da diva.

La Solitudine Dei Numeri Primi – Paolo Giordano.




Terminei de ler esse livro há uma semana e ainda estava pensando sobre o que escrever a respeito dele. É melancólico e envolvente. Tive uma dificuldade tremenda de largar uma pagina na hora do almoço para voltar ao trabalho.

O isolamento dos dois personagens começa desde as primeiras páginas e a angústia para se encaixar nos moldes sociais das outras pessoas – como é o esperado de uma pessoa dita normal – deixam claro que os papéis são inversos. O isolamento dentro da casa é a liberdade da alma, enquanto a rua, os amigos, são prisões cujo julgamento é o olhar os outros.

Mattia é um dos personagens principais, desde pequeno ele tem a tendência a se esconder dos colegas devido a uma irmã gêmea, Michela, que é, como ele diz (em italiano, pelo menos), uma retardada. Ela baba, ela não fala, ela deixa a comida cair no meio do restaurante. Um colega convida os dois ao aniversário – a contragosto, obrigado pela mãe – e Mattia vê a chance de conquistar alguns amigos. Temendo que a presença da irmã estrague tudo, ele a deixa em um parque, com a intenção de buscá-la depois. Porém quando ele volta, ela não está mais lá. Não se sabe se ele contou aos pais que o desaparecimento da irmã é culpa sua; só se sabe que em algum ponto depois daquilo, ele passa a cortar as mãos, seja automutilação ou tentativa de suicídio.

Outra personagem é Alice, subentende-se que é rica o suficiente para ter uma empregada e para esquiar nos Alpes no inverno. Ela odeia esquiar e a figura de seu pai desde o começo parece ser invasiva e ameaçadora. Seus poucos minutos de conforto é quando se tranca no banheiro e enrola para sair, até que não tenha outro jeito. Seu pai a força a tomar leite antes de sair para esquiar. O leite a faz ter uma disenteria e com vergonha, ela fica escondida na neve, até que possa descer pela montanha sem que ninguém a veja, mas no caminho sofre um acidente. Ela fica manca e ganha uma cicatriz gigantesca na perna.

O leite, sem desconfiarmos, é um dos indícios da anorexia que Alice desenvolve. Não se sabe se desde pequena ela repudiava os alimentos ou se foi depois do acidente que começou a culpar a comida por sua condição. Ela se isola na escola. Adoraria ser como as lindas colegas, mas ela apenas se torna uma vítima de bullying ao tentar se aproximar.

Mattia vai a mesma escola e consegue involuntariamente um colega perseguidor. Esse colega secretamente tem uma grande admiração por Mattia e o deseja fervorosamente. O despertar da sexualidade das crianças de 14 e 15 anos é tratado como uma experiência para poucos privilegiados. Mattia e Alice não se sentem parte desse grupo e mesmo que acabem caindo em uma armadilha de Viola em um aniversário, eles terminam apenas como bons amigos, como cúmplices da solidão um do outro.

Alice resolve não frequentar a faculdade, descobre que é uma boa fotógrafa e foca nessa carreira. Mattia, ao contrário de Alice, gosta de exatas e faz faculdade de matemática, encontrando nos números um refugio para passar o tempo. Parece que apenas isso daria aos personagens um motivo para interagir com mundo, mas Alice em paralelo despreza ainda mais a comida, e Mattia ainda luta contra sua vontade de continuar se cortando.

Ambos parecem que se acertam aos 20 e poucos anos, imortalizando uma foto de um casamento de figurino no quarto dos pais de Alice. Em uma tradução livre, uma das frases do livro que faz com que se perceba que eles vão apenas dividir a solidão para sempre está no capítulo 21: "são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase próximos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente." É nesse ponto que se percebe que eles não vão se completar e assim, resta saber o que acontecerá com os dois.

Alice se casa com um médico, o que é espantoso até mesmo para ela. Mattia tem alguns encontros amorosos, mas nada que faça com ele saia de sua melancolia interior. Eles ainda mantém um laço forte apesar de estarem países diferentes.

A crise do casamento de Alice e seu distúrbio alimentar acabam levando ela ao hospital contra sua vontade, mas quando finalmente pensa-se que ela vai encontrar uma redenção e se submeter ao tratamento, na verdade ela vê uma moça parecida com Mattia, se comportando como criança dentro do hospital. Uma senhora a acompanha. Alice está certa que é Michela, e finalmente ela poderá libertar o amigo da culpa de ter perdido a irmã.

Mattia vem ao encontro de Alice na Itália e eles apenas passam o tempo juntos como se mais nada importasse a não ser estarem dividindo aquele momento. Alice não fala de Michela e nem do motivo de ter chamado Mattia (a crise em seu casamento). Eles passam o tempo como se fossem adolescentes novamente, fazendo tudo e absolutamente nada.

O final fica em aberto. Se realmente era Michela não é possível saber. O que fica claro é que cada um continuará levando sua vida. Sozinhos.

Wednesday, June 22, 2011

City Lights (1931)






No segundo colegial o professor Mauro, de filosofia levou Tempos Modernos do Charles Chaplin para assistirmos na escola. Eu lembro que fui a única que não dormiu e que se divertiu o filme inteiro. Acho que foi um sinal que eu estava no ramo certo, indo para o cinema, quero dizer.

Há quase 10 anos depois, resolvi assistir um dos poucos filmes do Chaplin que não tinha visto inteiro. Apesar das aulas de História do Cinema na FAAP, lembro que não tínhamos tempo de ver todos os filmes por inteiro. Acabei vendo só um pedaço e deixei pra ver o resto depois... e depois e depois...

Finalmente assisti. Pergunto-me quantas pessoas ainda conseguem ver um filme mudo e se divertir. A simplicidade do roteiro e dos movimentos de câmera me encanta, enquanto pessoas correm ao cinema ver Transformers 3 (ou 4?) eu ainda me divirto com o figurino desajeitado e as gags de Chaplin.

É só quando você realmente assiste a esses filmes que percebe o quanto à televisão foi influenciada por ele. É mais fácil perguntar qual mídia não foi influenciada. Chaves, Chapolin, os Trapalhões...

O plot da cega é inacreditável. O vagabundo é tão tocado pela moça que não consegue enxergar as próprias flores que vende  que arruma emprego para ajuda-la. Chega até a ser preso. Acho lindíssimo o final, quando ela o reconhece apenas ao tocar as mãos. O fade-out acontece no momento certo.

O final não se estende como a maioria dos filmes que vemos hoje: aquele que parece que filmaram uns 5 (ou 50 minutos) depois que a história acabou. Aliás, que final seria tão emblemático quanto a cega dizendo "Posso ver agora."

Tuesday, June 21, 2011

A Star is Born (1954)






Eu tenho algum problema com a Judy Garland. Eu gosto dela apenas em O Mágico de Oz. O rosto dela me incomoda, os olhos saltados me dão medo e eu tenho a impressão que depois de Dorothy ela só fez papel de tia.

Adoro musicais, mas nem as músicas desse conseguem me tirar a vontade de passar o filme para frente. Eu lembro que tentei assistir esse filme uma vez e acabei desligando, sem a menor vontade de continuar, mas dessa vez me esforcei para terminar.

O primeiro número musical, quando Norman Maine invade o palco bêbado é o mais divertido. As expressões de Garland são divertidíssimas e ele adiciona um carisma a mais. Novamente é uma história onde pessoas talentosas crescem (e no caso de Maine, desabam) e acabam tendo que enfrentar as consequências de serem famosas enquanto levam pra frente sua vida pessoal.

O final do filme é esperado, história de princesa sem um final feliz (ou na verdade, é um final feliz, pois o marido morre antes de se tornar um fardo maior), mas sinceramente, me incomoda muito o fato de não conseguir submergir no filme. O que eu tenho com a Judy Garland que não consigo gostar nem das coisas boas que faz?

Monday, June 20, 2011

WTF? (One Day, David Nicholls)

 

Have you ever had the sensation that someone was living your story? That your life was somehow put into words and even the quotes were the exact same at one point? While I was still reading the first chapters of One Day, by David Nicholls, I had that weird thought and suddenly a 'WTF' formed in my mind.

Even in my crisis I'm not original! A character goes through the same neurosis! And what her friend tells her is pretty much what a million people keep telling me constantly. - Okay, so Dex, wrote a huge letter that put everything together, - but the point he made was the same and even a few lines were repeated to me over and over again.

And then I sat there, reading the book and crying like crazy and that made me think: what am I doing with my life? I may not be Emma, but I am living a life that I hate, working a job that underpays me, I have pretty much the same sense of humor. I don't agree with a few of her political views, but so what? Did I want everything in the book to be like a mirror to my life? That would be freaky.

Here are a few quotes of the letter that made those three letters pop up in my mind:

"You're gorgeous, you old hag, and if i could give you just one gift ever for the rest of your life it would be this. Confidence. It would be the gift of confidence. Either that or a scented candle"

"You know what i can't understand? You have all these people telling you all the time how great you are, smart and funny and talented and all that, i mean endlessly, I've been telling you for years. So why don't you believe it? why do you think people say that stuff, Em? Do you think it's a conspiracy, people secretly ganging up to be nice about you?"

I haven't finished the book, yet. I stopped there and cried myself to sleep. Whatever happens in the book from now on at least it gave me a lot to talk to my therapist.

And I mean, A LOT.

Clássicos do Cinema / Anna Karenina (1948)

 

Tinha alguns filmes clássicos, alguns de DIVAS, que nunca tinha visto.  O objetivo dos fins de semana está sendo assistir pelo menos a um deles.

Na semana passada assisti Anna Karenina e, essa semana, assisti A Star is Born, City Lights e Camille.

Vou voltar um pouco àquela época em que postava umas críticas. Tenho saudade de escrever um pouco sobre temas que gosto.

 

ANNA KARENINA (1948)

A parte divertida de ver um filme depois que se leu o livro é ver todas as adaptações para suavizar algumas partes censuráveis da época. Dizem que é a melhor adaptação do romance. Eu não vi a versão com a Greta Garbo ainda, então não posso dizer.

A história é aquela que conhecemos. Anna Karenina é casada e tem um pequeno filho, ela abandona tudo para ficar com um jovem militar, mas a pressão da sociedade da época faz com que ela duvide que apenas o amor seja o suficiente para sobreviver. Sem poder ver o filho, sua única saída está nos trilhos do trem. Julien Duvivier é o diretor do filme e está entre os diretores franceses que faziam sucesso na época.

O que gostei no filme foi a câmera, que passeia pelos cômodos e pela atriz como se fosse um pó de arroz. Destaca-se todos os seus pontos fortes. É um filme elegante. Acho interessante como a atriz é bastante expressiva, apesar dos movimentos restritos. Ela não tem aquele exagero das divas da época, aquele truque básico de drama queen, o rosto dela diz tudo, até com a boca fechada.

A personagem tem uma personalidade obscura e paranoica, principalmente no final. Não sei se essa obscuridade combinou com Vivien Leigh, mas com certeza ela consegue provocar um ou dois calafrios. Não sei se é a atriz, ou a própria história do Tolstói, mas existe alguma coisa perturbante nos últimos 10 minutos.
 
 

Reflexões da Segunda Feira

 

Mais um fim de semana jogado as traças na frente na TV e do PC. A sexta-feira começa cheia de planos: vou ao cinema, vou ao museu, vou conhecer aquele parque estou prometendo desde janeiro... Durmo cansada, mas feliz da vida porque no dia seguinte não tenho que trabalhar. Porém, acordo para ir ao curso de francês no sábado e por mais que adore o transito que pego pra ir e pra voltar me deixa num mau humor desgraçado.

As frustrações do sábado não param aí. Geralmente não consigo almoçar o que quero. Ou porque é caro ou porque simplesmente não tem o que comer em casa. O que leva a segunda rotina chata do fim de semana: mercado. Por que me iludo e sempre acho que vou comprar produtos diferentes? Eu até olho o que é possível levar, mas ou o preço é exorbitante ou a quantidade de gordura saturada me faz perder a vontade de levar (para quem não sabe, não compro nada que tenha mais que 1g de gorduras totais por porção).

Chego em casa e não aguento a bagunça que está meu quarto. Levo mais ou menos uma hora arrumando as roupas e passando Ecobril nos móveis e desinfetantes no chão. Eu não ia desenhar hoje? Ah... mas ainda tenho que lavar o cabelo. Enquanto o cabelo seca me contento com um Miojo e um número de algum musical (esse fim de semana foi The Book of Mormon). De pijama, lá pelas 19hs não estou a fim de fazer nada e durmo até as 9hs do dia seguinte.

No domingo eu acordo tão revoltada que no dia seguinte é segunda-feira que passo o dia todo de pijama. O momento mais diferente é quando levo um livro para ler ao sol (quando tem sol) e a Annabel traz a bolinha pra brincar. Não tenho vontade de nada, nem de sair, nem de dormir, nem de cozinhar algo diferente. No domingo eu só existo. Ando de um lado para o outro, ansiosa e me controlando para não atacar a geladeira. Eu não tinha que fazer alguma coisa, hoje? Bom seja o que for, não tô a fim.

O mais produtivo foi um filme de 1936 que nunca tinha visto. Comentei que me sinto culpada por não conhecer alguns filmes que todos conhecem? E é nesse ponto que paro e lembro  tudo o que queria fazer quando tivesse essa idade. De tudo que planejava há uns 4 anos atrás.

E é o momento de maior desespero porque vejo que estou me afastando de tudo de idealizei. Cadê meu trabalho com arte? Cadê os freelas que iam me salvar dessa rotina massacrante de normas e cálculos de obras? A arquitetura era para ser o plano B e de repente virou o plano A. Cadê meu mestrado lá na Itália? Minha vaga está guardada, mas e o dinheiro para me manter lá? Ah sim, é por isso que estou nesse emprego que detesto...

Não quero passar a vida reclamando e nada me impede de pedir as contas hoje, mas por que não faço isso? Por que não vou atrás de alguma coisa que pague um pouco mais? Existe um plano e ao final da faculdade eu vou ter como sair daqui, mas por que tenho essa sensação que estou correndo atrás do próprio rabo?
Não sei, sei que espero não estar dizendo a mesma coisa na segunda-feira que vem (e sei que provavelmente vou estar).

Friday, June 03, 2011

Yasmin


Assim que acordei ontem de manhã fui ler o jornal enquanto tomava café; como sempre faço. Uma matéria na Folha me chamou a atenção pelo título http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/924028-eua-avaliam-risco-de-trombose-por-uso-de-anticoncepcional.shtml e fui ver se tinha a ver com o anticoncepcional que eu tomo. E tem. Tomo o Yasmin há 5 anos e apesar de matéria não pretendo parar. Explico.
 
Estou desde os meus 20 anos procurando um médico que aceite remover meu útero. Não estou falando em laqueadura (nem essa eles fazem!), quero remover mesmo. Xô coisa! Pelo menos não pelos métodos seguros, em hospital, com anestesista, com CRM... Eles sempre alegam que posso mudar de ideia, que é uma decisão irreversível, que preciso de aconselhamento psicológico. A questão é: estou indo para o 5° ano de psicoterapia também e a única coisa que mais tenho certeza é que não quero ter filhos. Nem discuto minha certeza quando dizem "mas você pode mudar de ideia." minha resposta geralmente é "existem muitas crianças para serem adotadas.".
 
Adoção é outro tema polêmico. Por que muitas pessoas têm filhos e não adotam? Tudo bem que existe a questão do histórico genético, a certeza das doenças que aquela criança pode vir a ter quando crescer, mas ainda sim é uma atitude muito corajosa e deveria ser mais virtuosa do que ter os próprios filhos.
 
Eu também vi uma reportagem tosquinha na TPM http://revistatpm.uol.com.br/revista/107/reportagens/filhos-nao-obrigada.html que me deixou um pouco agitada. Quando se escolher que não se quer ter filhos a pressão social e os preconceitos borbulham por todos os lados.
 
Por que as pessoas tem tanta dificuldade em entender e respeitar a decisão dos outros? Pode até ser um choque para quem cresceu brincando de boneca, mas quem fez a escolha é o outro e não você! O que a decisão dessa pessoa vai mudar na sua vida? Respeite e deixe passar.
 
Infelizmente os valores morais que a igreja católica fertilizou aqui na América Latina desde a colonização ainda são seguidos sem questionamentos. Não é uma questão de por em cheque a religião, mas quando os únicos parâmetros que as pessoas seguem parar fomentar preconceitos foram originados há mais de 500 anos, as pessoas deveriam se tornar menos cegas.
 
A Graça da Concepção ainda soa muito virtuoso para quem só precisa abrir as pernas.
 
Voltando a questão principal: muitos médicos se recusam (por crença própria ou por códigos éticos) a retirar um útero perfeitamente saudável, por mais que essa pessoa tenha histórico de câncer na família, por mais que essa pessoa sofra arduamente com ovários policísticos, por mais que essa pessoa não queria ter filhos.
 
Retirar o útero é a solução mais eficaz contra a gravidez (sim, abstinência também, mas nada impede que um estuprador te ataque e um juiz religioso não queira deixar você abortar.) e o único jeito de fazer a mulherada parar de arriscar a saúde com hormônios que podem ter graves consequências no futuro.
 
Quando se é diferente e os médicos não ajudam, o único jeito é continuar tomando Yasmin, porque para algumas pessoas ter trombose ainda é melhor do que ter filhos.
 
 

Wednesday, June 01, 2011

Fotos

Quando fui no CCBB eu também dei uma passadinha pelo Centro Velho. Tirei algumas fotos com o celular. Não estão muito boas, mas to querendo compartilhar.





Escher no CCBB

 
Vou ser bem objetiva nesse texto. Escher, o artista surrealista holândes está com uma exposição em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. Divertidíssimo para adultos e crianças. Além das obras originais do Museu do Escher (acredito que o museu está fechado lá na Holanda porque praticamente todas as obras estão aqui!) também temos instalações interativas e algumas surpresas do próprio Banco do Brasil (nunca tinha entrado no cofre de um banco, por exemplo, o tamanho da porta é espantoso!). Brincadeiras com espelhos e as últimas fases da obra dele são as mais incriveis. A riqueza dos detalhes é impressionante. Eu levaria anos pra fazer um desenho daqueles.
 
Também estou colocando algumas imagens das obras que estão na exposição.
É de graça! Não percam!