Monday, June 20, 2011

Clássicos do Cinema / Anna Karenina (1948)

 

Tinha alguns filmes clássicos, alguns de DIVAS, que nunca tinha visto.  O objetivo dos fins de semana está sendo assistir pelo menos a um deles.

Na semana passada assisti Anna Karenina e, essa semana, assisti A Star is Born, City Lights e Camille.

Vou voltar um pouco àquela época em que postava umas críticas. Tenho saudade de escrever um pouco sobre temas que gosto.

 

ANNA KARENINA (1948)

A parte divertida de ver um filme depois que se leu o livro é ver todas as adaptações para suavizar algumas partes censuráveis da época. Dizem que é a melhor adaptação do romance. Eu não vi a versão com a Greta Garbo ainda, então não posso dizer.

A história é aquela que conhecemos. Anna Karenina é casada e tem um pequeno filho, ela abandona tudo para ficar com um jovem militar, mas a pressão da sociedade da época faz com que ela duvide que apenas o amor seja o suficiente para sobreviver. Sem poder ver o filho, sua única saída está nos trilhos do trem. Julien Duvivier é o diretor do filme e está entre os diretores franceses que faziam sucesso na época.

O que gostei no filme foi a câmera, que passeia pelos cômodos e pela atriz como se fosse um pó de arroz. Destaca-se todos os seus pontos fortes. É um filme elegante. Acho interessante como a atriz é bastante expressiva, apesar dos movimentos restritos. Ela não tem aquele exagero das divas da época, aquele truque básico de drama queen, o rosto dela diz tudo, até com a boca fechada.

A personagem tem uma personalidade obscura e paranoica, principalmente no final. Não sei se essa obscuridade combinou com Vivien Leigh, mas com certeza ela consegue provocar um ou dois calafrios. Não sei se é a atriz, ou a própria história do Tolstói, mas existe alguma coisa perturbante nos últimos 10 minutos.
 
 

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