Friday, July 29, 2011

Resoluções!

Último dia útil de Julho. Minha melhor amiga: a sexta-feira. Eu achei que ia aproveitar essas férias sem curso intensivo de francês para realizar várias metas, mas fiquei com uma preguiça e um desânimo sem igual. Eu poderia colocar a culpa no inverno... que ainda não troxe aquele frio inspirador, mas acredito que a culpa seja minha e só minha mesmo.
 
Metas Profissionais:
- 3ds Max- Preciso praticar!!!!!
- Curso de Maquete Eletrônica - Enquanto não me dizem se vai ter o curso de Revit ou não, a melhor saída e procurar aulas online no youtibe.
- Pesquisa: Capítulo 5 e formatação da bibliografia prontos. Pretendo terminar a conclusão ainda hoje e mandar para a orientadora.
- Nova Pesquisa: On hold até final de agosto.
- Francês: Férias, para minha tristeza.
- Emprego: daqui 20 dias vencerá minhas férias, mas acabei de começar a organizar mais uma reforma para semana que vem... o que significa que só saio de férias depois que a reforma estiver terminada e com toda documentação em dia.  

Hobby e Saúde

- Primeiro livro pronto, segundo livro já está 1/3 escrito e estou curtindo pra caramba minhas invenções. Pesquisa de editoras em andamento, mas acredito que preciso me interar na legislação autoral internacional, primeiro.
- Estou em entre yoga, pilates e muay thai. Sugestões?
- Diminuir bumbum: consulta será só na próxima terça.
- Preciso marcar gineco, dermato e oftalmo, mas aí só depois das férias.
- Livro sobre Hitchcock não conta como livro pra facul, não? Vou contar. 3/10

- Acho que já deu de livro em francês por enquanto. 3/2

- Preciso arrumar mais dois... sugestões? 1/3

- Adicionando mais um item a lista: Livros por diversão: 5 Livros da Série Pearcy Jackson e One Day.  Então 6/0

- Acho que consigo fazer minha viagem e a lipo. Estou pensando seriamente nisso. Por mais que fique com menos dindin guardado, eu preciso é fazer as coisas que eu gosto enquanto posso. Estou apenas pensando em adiar Macchu Pichu para ir pra Londres e ver minha amiguinha.
- Não saí pra beber sozinha... mas hoje tem balada!
- Filmes clássicos: assisti From Here to Eternity, Who's Afraid of Virgina Woolf, Now Voyager.
- Saí 5 vezes! E hoje será a 6°! 
- Estou me sentindo popular.
- Museus: Vai passar Rigoletto no Theatro Municipal em setembro. Vou assistir!
- O templo, caramba!
- Até que estou passando bastante tempo fora do quarto. E to conhecendo pessoas ^^

Monday, July 25, 2011

Conversas internas.

"O que você quer da vida?"

"Não sei."

"Do que está sentindo falta?"

"De fazer alguma coisa."

"Que coisa?"

"Qualquer coisa."

 

É a preguiça, o ócio, o tempo livre demais. É querer aproveitar as horas 'não-produtivas' para não fazer nada, como se mexer um músculo fosse um grande esforço e só merece ser mexido se for pago para isso.

Querer sair, ir à biblioteca, ao cinema a balada, conhecer pessoas novas é produtivo. Então não é digno de ser feito durante o tempo do ócio. O grande esforço de decidir o que fazer; o pensamento na conta a ser paga no final de uma balada que nem fui ainda. E no fim das contas nem é tão divertido assim.

 R$13,00 em uma caipirinha... em casa faço por menos de R$3,00.  Só preciso de um bom curso de bartender que vou fazer nas horas vagas... não... não vou fazer.  Pegar trânsito em dia não-produtivo pra aprender a fazer caipirinha... que piada.

Talvez devesse terminar de ler aquele livro sobre o Hitchcock... mas tá tão longe... alí na escrivaninha. Não quero levantar pra pegar.

Sempre quis tentar fazer aquelas maquiagens dos anos 20... vou ver um tutorial no youtube e vou tentar. Não... não vai ficar bom em mim. Não tenho uma boca dessas e batom vermelho não combina. Não posso usar essa maquiagem no dia-a-dia mesmo.

Não posso usar aquela roupa no dia-a-dia. Aquelas buzinadas e as agressões verbais que deveriam ser consideradas elogios me torram a paciência quando saio do escritório para a sala de reuniões há duas quadras.

Olha aquele vestido novo na vitrine... R$ 60,00 não é caro. Mas mostra tanto as pernas... é, primeiro vou emagrecer, depois eu compro. Mas não emagreço nunca. E logo o vestido será vendido... bom, melhor assim, menina de perna gorda não merece vestidos.

É impressão minha ou há três anos eu era mais bonita? Será que estou velha? Existe creme antiidade 25+... falam pra eu começar a usar. E essa maldita celulite que não some? É isso... não como mais carboidrato hoje...

Eu gosto de mim mesma. Digo... olha meu peito... é lindo e foi caro. Talvez devesse começar a usar um sutiã mais bonito... ah não, aqueles de renda só pinicam e ninguém vai ver mesmo. Ninguém vai ver... cara, que vontade de comer um chocolate. Não! Sem carboidratos hoje! Mas hoje é domingo... é um presentinho pela coragem de encarar a segunda-feira.

Droga... estou gorda. Que imbecil que sou, porque fui comer aquele chocolate? Chega de comer por hoje. Vou me distrair com algum seriado.

Droga, os seriados só voltam em setembro. E que tal um filme? Não... e música? Pode ouvir Frank Sinatra ou Plácido Domingos... eu queria mesmo era ouvir Backstreet Boys... mas superei essa fase.

As músicas nem têm mais graça. . Não tenho mais vontade nem de bater o pé no ritmo. Adoraria desenhar, mas meus desenhos são tão feios. Não acompanho mais nenhum quadrinho. Não vejo mais TV. Não estou com saco pra ler.

Não, não, não, não...

Não quero mais trabalhar lá. Estou sem forças. Sem vontade. Será que é o trabalho que está drenando minha energia desse jeito? Se eu fizesse algo que gosto será que seria diferente?

Não... não... não...

É que eu não gosto de acordar cedo. Acho que meu pai estava certo. Eu sou uma vagau mesmo.

"O que eu quero?"

"O que é?"

"Quero ficar na cama."

Wednesday, July 13, 2011

More Whinings about Life

There are some things I just don't know how to deal with. Growing up is the biggest of them. How do you know when you're ready to walk on your own? The ghost fear of falling is ever present and consumes most of my way, making me see rocks and thorns and usually would go unnoticed.

I feel like I'm in the middle of a swirl. I'm letting myself to feel dizzy and lost between what I want and what I need. I think I'm into something big, like a fork where I cannot advance until I can make a decision. I love art and I'm in such bureaucratic job…  I like my job because it's convenient and I'm learning things I wouldn't see in college, but it's so dirty and so political… everything I do or say goes beyond the walls. I feel like I'm constantly tested so they will know my limits. I'm an extremely easy going person and I think my communicative and straight-forward in everything I do, but… I realized people with power just don't like to hear anything other than their own voices.

In moments like this I question things like… am I doing the right thing? Am I ever going to be happy working with something so distant from art? I cowardly stepped back from art thinking I wasn't good enough to support myself with it, but now I think I'm not strong enough to work with something that is so distant to my dreams.

I don't want to wake up tomorrow and regret working in something that doesn't make me happy, but I'm also afraid to realize I'm not good enough to do what I want to do.

This is the freaking choice: do I try going back to filmmaking or illustration and jeopardizing my regular paycheck or do I swallow my pride and continue being just an ordinary and dispensable pawn with a paycheck?

When the time to make this decision arrives I think it's going to be so groundbreaking that I won't even see it coming.

The truth is I'm afraid. Very afraid. I wish someone would make this decision for me so I could blame them later if nothing works out.

Monday, July 11, 2011

Neon Genesis Evangelion

Alguém já deixou um bilhete para si mesmo em alguns anos? Eu encontrei um que tinha feito aos 16 anos. Eu pedia para assistir novamente e ler novamente algumas histórias que não tinha entendido. Eu não lembro mais as circunstancias que me levaram a escrever o bilhete, mas lá estava escrito muito claramente para tentar assistir Neon Genesis Evangelion de novo e ver se entendia aquele final.

Faz um bom tempo que deixei de assistir animes e ler mangás. Não porque não gosto, mas porque as histórias não tem mais aquele apelo que tinha antes. As novas histórias não me atraem, não sei por quê. Resolvi dar mais uma chance a Evangelion.  

Talvez com 16 anos eu fosse muito bobinha ou meu inglês era muito fraco (eu gosto de assistir com o áudio original e a legenda em inglês, não pode ser outra língua. Deve ser mais uma das minhas neuroses). Eu sei que finalmente eu entendi o plot Nerv/Seele. Sim, isso esclareceu muita coisa pra quem pensava que a história era só luta entre mechas gigantes.

Admiro muito a animação, principalmente para a época que foi feita. Até mesmo os subplotes e a construção dos personagens foram mais compreendidos agora. Finalmente eu não fiquei com raiva do Shinji por ser um molóide depressivo, mas eu entendi a origem dessa depressão, coisa que realmente, na primeira vez que vi, eu não tinha estrutura para entender.

O final ainda me incomoda, não por não ter entendido, mas por achar que foi pretensioso demais. Eu assisti os episódios normais, os director's cut, Death and Rebirth e o End of Evangelion. Li o mangá também, principalmente porque queria saber como colocariam no papel aquela esquizofrenia do Instrumentallity. A porcaria do mangá não termina. E apesar de ter gostado muito da versão Iron Maiden 2nd, não foi bem o que eu queria.

Se eu tivesse que refazer aquele roteiro, eu ficaria numa parte mais psicológica, talvez tentasse algo mais verossímil (não transformaria todo mundo em sopa, really!).

Eu até aguento a viagem, mas queria muito saber o que acontece depois que Shinji e Asuka acordam na praia. Mais 3 minutos seria o suficiente para saber o que passou pela cabeça deles naquele momento. Tudo bem que a intenção é cada entender o que quer, mas é tão frustrante... isso é uma das coisas que eu reclamava na faculdade. Odeio filmes que deixam para o espectador tirar suas próprias conclusões. Eu gosto de saber o que o criador pensou. As vezes imagino que esse recurso serve apenas para preencher uma falta de imaginação para terminar uma história.

Eu andei pesquisando o que rolou nesse tempo (10 anos!) que fiquei sem ver nada de Evangelion. Está saindo uma nova versão com uma animação maravilhosa, com algumas diferenças no plot e alguns personagens novos. O ultimo filme saiu em 2009 e eu sinceramente estou sem paciência para esperar os próximos. Tem 4 anunciados e dois já saíram. Será que dessa vez eu vou ver o que rola depois da praia? Será que dessa vez vão dar um final decente?
 
 

 

 

Sunday, July 03, 2011

Ils ont choisi de ne plus travailler

Un jour, ils se sont dit : C’est fini, j’arrête ! Le métro, le boulot et la vie qui va avec : ils ont tout quitté pour se réinventer. Ni retraités ni chômeurs, sont-ils vraiment plus heureux qu’avant ? Quels obstacles ont-ils rencontrés, à quoi ont-ils dû renoncer ? Ils racontent.

Sylvain Michelet

Décider de ne plus travailler, alors que règnent le chômage, la peur de perdre son poste, la course à la recherche d’emploi ? Pour nombre d’entre nous, ce serait impensable. Certains, pourtant, ont fait ce choix. Ils n’ont pas pris cette décision sur un coup de tête ni par dégoût de leur métier, mais pour adopter un autre mode de vie, se consacrer à d’autres activités parfois plus prenantes : élever des enfants, pratiquer un art, construire une maison, vivre autrement, hors du système… Combien sont-ils ? Allez savoir ! Ils se retrouvent classés, dans les statistiques françaises, parmi les quatre millions six cent mille « inactifs en âge de travailler » – femmes au foyer en grande majorité. Ni étudiants, ni retraités, ni chômeurs, ils sont définis comme « ne travaillant pas et ne cherchant pas de travail (In De moins en moins d’inactifs entre la fin des études et l’âge de la retraite, Insee première, décembre 2002) ». Tous n’étant pas rentiers ni gagnants du Loto, ils ont réduit leurs dépenses, vivent généralement avec un salaire pour deux, ou bien d’allocations diverses, ou encore en communauté, et disent s’en satisfaire. Parfois même y avoir gagné… en qualité de vie, en cohérence avec eux-mêmes.
Changer de priorités

Pourtant, aujourd’hui, travailler, c’est exister. Ainsi, « Qu’est-ce que tu fais dans la vie ? » est « la » question qui revient rituellement lors d’une première rencontre. Ces quelques mots – et le fait que chacun comprenne aussitôt qu’ils concernent le travail ! – montrent à quel point nous avons intégré l’idée que l’emploi est la source de notre identité, et la clé d’une vie autonome et épanouie. « Il ne faut surtout pas mésestimer l’intérêt de la vie en entreprise, confirme le coach et consultant Jean-Daniel Remond. Les contacts quotidiens, les réseaux, les amitiés, le partage des activités, l’impression d’être utile au sein de la société, mais aussi la rencontre avec nos limites et le plaisir qui naît à les dépasser, tout cela contribue à forger notre personnalité et, en ce sens, participe largement à la formation de notre identité. »

Ainsi, bon gré mal gré, le travail reste le terrain privilégié de l’accomplissement des potentialités et de la réalisation de soi. Selon les sondages, il constitue plus que jamais, pour les Français, la deuxième valeur après la famille (Sondage ISL, Le Monde du 24 avril 2009). Rompre avec la vie « productive » n’est pas seulement une question de moyens matériels : sur ce point, la réponse est simple (on pourra ou on ne pourra pas) – certains, comme Françoise (lire plus bas), nouvelle adepte de la décroissance, sont prêts à de grands sacrifices. La question porte avant tout sur la capacité à se construire une nouvelle identité, un nouveau moi, hors du travail.

« Je reçois plutôt des gens qui veulent changer de carrière, mais le choix d’arrêter carrément correspond à la même démarche, explique le coach Pierre Blanc-Sahnoun , auteur de L’Art de coacher (InterÉditions, 2006). Il s’agit de sortir d’un modèle culturel convenu, prescrit, pour entrer dans un processus individuel de redéfi nition de sa vie : quel genre de personne avons-nous envie d’être, que voulons-nous atteindre ou réaliser, avoir ou être, valoriser et honorer ? Cela témoigne d’une volonté de quitter une identité dominante – où le travail définit la personne – pour exprimer une identité préférée – via une activité en accord avec le sens que l’on veut donner à sa vie et les valeurs que l’on veut affirmer. On passe de l’emploi imposé à l’activité voulue. C’est donc un choix identitaire d’autant plus important qu’il provoque souvent critique et incompréhension. »
Supporter les préjugés
A lire

Remettre le travail à sa juste place de Catherine Viot et Luce Janin-Devillars
Crise, délocalisations, flexibilité… Les évolutions récentes mettent à mal nos repères. Face à ces changements, souvent subis, une journaliste et une psychanalyste nous expliquent comment reprendre les rênes de nos vies professionnelles (Hachette Pratique, 2009).

C’est surtout à travers le regard d’autrui que les problèmes surgissent, comme le note Jean-Robert face à son banquier, qui ne le voit même plus. Contre l’impression d’être devenu « transparent », la solidité du couple et le soutien des proches se révèlent déterminants. Mais pour éviter les remarques ou les critiques de leurs amis, certains se sentent contraints de prétendre qu’ils travaillent encore. D’autres, au contraire, assument d’être marginalisés au nom de leurs valeurs – ainsi Claude (lire plus bas), qui a décidé de se vouer à un homme au mépris des idées féministes. D’autres encore contre-attaquent : pour eux, beaucoup de gens travaillent par conformisme, évitant ainsi d’oeuvrer sur eux-mêmes. Outre-Atlantique, où le chômage fait rage, on est même allé jusqu’à créer un nouveau mot (funemployment) pour proclamer la volonté de profiter du « manque d’emploi » (unemployment) en vue de prendre du « bon temps » (fun). Tous insistent : s’ils ne « travaillent » plus, ils s’activent davantage, et plutôt mieux que jamais.

Expression d’une « identité préférée », réflexion sur soi-même, affirmation d’autres critères : la « valeur travail » serait-elle en danger, victime de l’aspiration au développement personnel ? Le débat reste ouvert, mais nos témoins l’ont montré, assumer sans complexe ses choix peut, malgré les difficultés, conduire à des découvertes sur soi et à un véritable renouveau.

Link: http://www.psychologies.com/Moi/Travail/Evolution/Articles-et-Dossiers/Ils-ont-choisi-de-ne-plus-travailler