Thursday, November 10, 2011

The Bucket List - O que fazer antes de morrer

O filme com o Jack Nicholson e o Morgan Freeman me inspirou a fazer essa lista. Coisas que tenho que fazer antes de morrer!

1. Escalar uma montanha
2. Conhecer Machu Picchu
3. Pular de paraquedas
4. Ir de terno num casamento
5. Fazer trabalho voluntário com animais selvagens
6. Um longa-metragem de animação
7. Passar um mês na França
8. Fazer o Caminho de Santiago de Compostela
9. Conhecer Portugal
10. Conhecer a Espanha
11. Conhecer o Reino Unido
12. Conhecer a Alemanha
13. Conhecer o Japão
14. Conhecer a Rússia
15. Ir até Taj Mahal
16. Conhecer do Budismo
17. Praticar alguma arte-marcial (kung-fu!)
18. Abrir um abrigo para resgate de cães abandonados
19. Comprar novamente minha câmera profissional
20. Andar de balão
21. Construir minha própria casa
22. Esquiar
23. Mestrado de Restauro na Itália
24. Pintar com tinta óleo
25. Publicar meu livro (engavetado)
26. Ir às geleiras eternas da Patagônia
27. Sobrevoar as linhas de Nazca
28. Ir ao Deserto do Atacama
29. Comprar loucamente em New York!
30. Sair sozinha e curtir muito!
31. Barriguinha de Tanquinho!
32. Lipoaspiração!
33. Usar um vestido parecido com a coleção de 40° aniversário da grife Ralph Lauren, de 2007 com o tema My Fair Lady.
34. Olhar no espelho e não ver nenhum defeito nem desviar os olhos.
35. Aprender a tocar Cello
36. Aprender Japonês
37. Aprender Alemão
38. Aprender Espanhol
39. Visitar a Muralha da China
40. Visitar a Manchúria
41. Fazer uma viagem em ao espaço
42. Ir até Houston pra testar a Gravidade Zero na NASA.
43. Cozinhar um banquete sozinha
44. Ter um doutorado
45. Ganhar flores, que não seja de nenhum parente, nem no meu velório.
46. Passar uma noite num castelo medieval
47. Morar pelo menos um mês na Suíça
48. Passar um dia inteiro dentro da biblioteca Mario de Andrade
49. Assistir musicais na Broadway
50. Cantar ópera (de verdade!)

Wednesday, November 09, 2011

A Viagem do Elefante

Acho que já comentei como gosto do Saramago. Gosto da maneira como ele explora tabus e o limite da resistência humana. A Viagem do Elefante é um pouco diferente, por ter como objetivo narrar uma trajetória de um elefante que saiu de Lisboa e caminhou até Viena por volta da data de 1550. Saramago reuniu elementos verídicos em sua grande maioria, mas deixou que a ficção completasse as lacunas históricas.

A narrativa começa com o Rei e a Rainha de Portugal querendo presentear o primo Maximiliano, de Viena, e por não haver muita utilidade para um elefante em Portugal, a saída foi dá-lo ao primo. Afinal, o paquiderme era apenas uma besta que só comia.

Durante a trajetória, novamente é possível identificar alguns elementos conhecidos de Saramago. O milagre que o elefante Salomão realiza na porta de uma igreja nada mais é do que uma critica ácida.

Salomão é deus, é animal, é fedido, e tem todos os reflexos emocionais dos homens projetados sobre ele. Seu cornaca (uma palavra que significa tratador de elefantes) Subhro com seu olhar de estrangeiro critica o sistema, a politica e a religião dos homens que o levam, mas se submetendo as vontades daqueles que são mais poderosos, ao ponto de aceitar (mesmo que com alguma resistência silenciosa) o novo nome de Fritz.

O final é maravilhoso. Sua ideia de passar a ironia da vida, nossos esforços em vão para chegar a algum lugar, deixa o livro com um gosto amargo. É o tipo do livro que não te permite olhar para o lado. Você não quer deixar de ler nem por um minuto.

Em uma entrevista coletiva, Saramago diz "[Contei esta história] em primeiro lugar, porque me apeteceu, e em segundo lugar, porque, no fundo - se quisermos entendê-la assim, e é assim que a entendo - é uma metáfora da vida humana: este elefante que tem de andar milhares de quilómetros para chegar de Lisboa a Viena, morreu um ano depois da chegada e, além de o terem esfolado, cortaram-lhe as patas dianteiras e com elas fizeram uns recipientes para pôr os guarda-chuvas, as bengalas, essas coisas”

"Quando uma pessoa se põe a pensar no destino do elefante - que, depois de tudo aquilo, acaba de uma maneira quase humilhante, aquelas patas que o sustentaram durante milhares de quilómetros são transformadas em objectos, ainda por cima de mau gosto - no fundo, é a vida de todos nós. Nós acabamos, morremos, em circunstâncias que são diferentes umas das outras, mas no fundo tudo se resume a isso", defendeu.

Realmente, e a dedicatória, no começo, “A Pilar, que não deixou que eu morresse”. Acho lindíssimo o relacionamento que Saramago teve com a esposa, 20 anos mais nova.
Mas aí, já é uma crítica para quando for escrever sobre o filme José e Pilar.

Sunday, November 06, 2011

Maldita Calcinha

Sabe aquela calcinha que se compra quando se está no topo da autoestima? Com seus 1,60 e 45kg? Perfeito cabide que pode desfilar sem uma celulite ou gordurinha fora do lugar? Pois aquela calcinha sabe que você a comprou para usar uma vez: depois daquela sessão de drenagem e antes daquele bolo de chocolate.

Essa é a maldita calcinha. Ela sabe que ficará no fundo da gaveta e vai rir toda vez que for esticada e puxada para tentar entrar nessa bunda gorda. Sempre estará presente porque se tornará uma meta: um dia ela vai entrar novamente.

E a maldita é linda! Vem com sutiã e lacinho de perna para combinar. O sutiã dá pra usar. O lacinho? Gata... é melhor jogar fora que a frustração será em dobro.

Ela é a lembrança do que você foi e espera um dia (em vão) voltar a ser. Ela é um desafio e debocha, com sua renda preta quase estourando, que novamente não vai rolar nada essa noite. Quem tem coragem? Ninguém curte uma dobradinha – fora-de-moda!

Se jogar fora ela vencerá. Aceitou-se o destino: nunca mais será usada. Derrotada por uma calcinha e uns quilinhos a mais!

Aquele suspiro desesperançoso toda vez que se abre a gaveta e dá de cara com ela. Por que ela fica sempre em cima das outras? Até parece que salta por vontade própria!

- Não vai tentar me esticar hoje, querida? – a calcinha parece perguntar.

- Não quero renda hoje.

- Prefere a de ursinho... tamanho G, né? – E é melhor fechar a gaveta antes que a tagarela espalhe para os shorts e as saias.

Nada de carboidrato hoje. Onde está aquele sorvete light?

As calças jeans já ouviram os rumores e se recusam a entrar com a mesma facilidade. A maldita calcinha está reunindo aliados!

Pois fique sabendo Dona Calcinha, que por mais que você desfile nos corpinhos de Giseles por aí você não passa de um pedacinho de renda. Um pedacinho imbecil que teima e me tira do sério todos os dias.

Não vou te jogar fora e vou tentar te vestir novamente amanhã, mesmo que termine a tentativa com um suspiro e uma corrida até a balança no banheiro!