Wednesday, May 08, 2013

BRASIL CARINHOSO

Professora de 74 anos bateu forte na presidente:
A professor Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a pre...sidente Dilma que foi entregue em mãos. Vale a pena ler. É a voz de quem não se cala e não consente.

BRASIL CARINHOSO
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera
do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora
de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de
professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal
Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do
BRASIL CARINHOSO.
Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista?
Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um
mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos
seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para
que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.

Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos
entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular
o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza,
reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar
sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo
para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida,
um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem,
claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.

É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha,
jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha
(que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.

Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora.
Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura
militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num
petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e
burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido,
e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários,
praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.

Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço
espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática
e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante
a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição,
enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto
seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei,
menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola.
A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre
é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp.
Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no
tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro
quente, para não deixar dúvida d e que são mal-nascidos.
Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza,
publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou
num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de
qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.
Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter
sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual,
empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou?
O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual
presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por
uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora
disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?
Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!

Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País
empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores
bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes,
é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico, profissionalizante.
Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o
aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo,
incapaz de localizar a oração principal de um período composto por
coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe
calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais.
Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de
fritar um ovo. O estudante e a estudantA brasileiros só servem para
prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste.
Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem
o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo
isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida
toda professora regente da escola pública mineira, por opção política
e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus
professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é
mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma
o que estou informando.

Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se
anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento
familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma
escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu
ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio
Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e
fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel
Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo,
mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.

A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola
em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as
camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições
diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente.
Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado,
sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos
alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de
zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de
ensino médio, em instalações individuais para um máximo de
quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina
de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia,
dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá
até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade
e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a
depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante.
Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa.
Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita
por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente.
Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente,
adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos.
Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo
menos assim penso eu, materialista convicta.

Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar
não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida
capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma
medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a
ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em
novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade
foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao
SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto
sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem
está falando.

Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço
pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a
maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem
coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso.
A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda
está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado.
O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio
e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.
Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente
por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco
mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados
e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o
processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político
usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada.
Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A senhora á a
senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do
Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.
Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro.
Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães
excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe
média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por
quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto
com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores
de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte
perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base
aliada oportunista e voraz.

A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários
da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar
qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício.
Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL
CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda
tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social,
sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar
nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda
institucional feita incessantemente pelo governo petista na última
década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro,
a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão
todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a
informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando
prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à
delinquência e às drogas.

Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos,
o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar
da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter
lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado
milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos
meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação
que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser
votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa
no ostracismo social, alienada e desinteressada de enfrentar o
desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor
do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão,
pronto para depositar um voto na urna, a favor do político
paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés
de ensinar a pescar, est a foi a escolha de vocês.

A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para
eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país
com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista,
burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta
e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça
dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos,
pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola,
o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais.
Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou
niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil
miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo
de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do
BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e
outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada
de capital. Democracia é isto, minha cara. Transparência.
Não ofende. Não dói.

Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.
Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora
de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.

Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare
na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora
nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então
vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente
para que alguém, ciente, discorde ou concorde.
O contraditório é muito saudável.

Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me
incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem
tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha
bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma?
Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento,
no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia
e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche
institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral
com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula,
do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino
profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.

Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer
da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária.
Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais
grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos,
chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa
ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e
profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito,
analfabetos, excluídos? Os miseráveis são. Mas votam, como
qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos.
Esta é a jogada. Suja.

A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social.
Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a
população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando
oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas,
a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de
estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!

Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência
da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia
para sustentar a máquina extraviada do governo petista.

Último lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola. Corta
a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de
protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu,
quem paga a conta sou eu.

Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia,

Monday, May 06, 2013

Vítima Política: Classe Média Alta


Semana passada, tive que fazer uma tarefa para a faculdade na qual pesquisava o valor de construção e o valor final de mercado para uma residência em um dos bairros considerado nobre em Guarulhos. Segundo a tabela Fipe/Zap Imóveis, o preço do metro quadrado estava, no mês de abril, a 3.900,00 reais.
Para fazer a pesquisa, tive que pesquisar valor de residências no mesmo padrão do meu projeto (padrão A). A mesma metragem quadrada indicava que o valor de mercado estava superior a 4.500,00 nas imobiliárias.
O bairro em questão é composto por famílias de classe média alta. É comum vermos o trânsito acumulando nas pequenas ruas arborizadas de manhã, todos em sentido a Dutra ou Fernão Dias, o que indica que os moradores não são magnatas investidores ou herdeiros. O bairro é composto por pessoas que deram o sangue e o suor para conquistar o seu patrimônio, pessoas que ainda trabalham para manter o seu padrão de vida.
O que espanta é a quantidade de casas a venda nesse bairro. Os proprietários dão várias desculpas: querem ir para perto do metrô, querem se mudar para o bairro em que trabalham, querem fugir da loucura da capital se mudando para o interior.
Claro que não é essa a única razão. Andando pela avenida principal do bairro é possível observar a quantidade de lojas fechadas. Aluguéis absurdamente caros (encontrei um de 25 mil reais) sugam a receita dos comércios. Com a diminuição da renda, os donos de galpões ou edifícios comerciais estão inflando os aluguéis, tentando manter o seu padrão de vida.
Com clientes exigentes, com preços competitivos, com medidas que reduzem impostos, os preços dos produtos ficam baixos (e ainda com a possibilidade de parcelar em 12 vezes em juros) e ainda, com exigências de pagamentos de IPTU inflados, com renovações anuais de placas de anúncios, com pagamento de funcionários que insistem em denunciar até mesmo os patrões mais corretos dentro das normas trabalhistas, é possível entender porque há tantos imóveis vazios e a venda.
A classe média está quebrando. Diferente do que o PT afirma. Para eles, classe média alta é aquela família que sobrevive com  uma renda mensal de R$ 4.807 ou mais. Está surpreso? Pois é, para o PT, você é rico.
Brincando de Robin Hood, o PT está tirando dos ricos para dar aos pobres, ou seja, está tirando de quem ganha R$ 4.807 para dar para quem ganha menos de um salário mínimo. Se isso é estabilidade econômica, eu estou querendo sinceramente ir para uma Europa, mesmo quebrada.
Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, publicada no dia 29/05/2012. “As pessoas com renda familiar per capita entre cerca de R$ 291 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira, segundo uma nova definição aprovada ontem por uma comissão da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República).  De acordo com a secretaria, essa classe representa 54% da população brasileira e é a maior do país. Dentro da classe média, foram definidos três grupos: a baixa classe média, com renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441, a média, com renda familiar per capita de R$ R$ 441 a R$ 641 e a alta classe média, cuja renda familiar per capita fica entre R$ 641 e R$ 1.019. A classe alta estaria acima de R$ 1.019 e também foi dividida em dois grupos. A baixa classe alta ficaria entre R$ 1.019 e R$ 2.480 e a alta, que fica acima deste valor. Os extremamente pobres têm renda per capita familiar até R$ 81 e os pobres, de R$ 81 a R$ 162. Para definir os grupos de consumidores, foi usado o critério de vulnerabilidade, que considera a chance do brasileiro de determinada classe social voltar à condição de pobreza.” (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1097561-classe-media-tem-renda-per-capita-de-r-291-a-r-1019-diz-governo.shtml)
                Pois é assim que se enganam as pesquisas, mudando os indicadores. Quer dizer as crianças estão escrevendo melhor? Corte as regras de acentuação. Quer dizer que o país está mais rico? Abaixe o índice da classe média. Agora é fácil dizer que o Brasil eliminou a pobreza.
                Os moradores do bairro de classe ‘alta’ de Guarulhos estão quebrando, falindo e perdendo o seu patrimônio. Não é por vontade própria que estão vendendo suas residências confortáveis. Eles estão sendo vítimas de impostos e duras penas impostas por um governo que condena o trabalhador que se dá bem, que sobe na vida.
                Dessa forma compensa mais ficar em casa coçando e vivendo de Bolsa Família. Alguém precisa denunciar essa política.

Thursday, March 21, 2013

Vítimas Sociais



Estava sentadinha lendo as notícias quando, novamente, está em destaque na primeira página uma brutalidade no trânsito, como já de costume. Dessa vez, uma menos trágica: um homem atropela um casal (que tiveram apenas ferimentos leves), bate em um microônibus e foge. Mais tarde, na delegacia, além do teste de bafômetro acusar empriaguês, ele ainda insulta e ameaça os jornalistas.

Foi quando vi a foto do cidadão, desfocada, em um ângulo não muito lisonjeador. Essa foto pintava o cara de demônio do asfalto, colocando-o no mesmo patamar do universitário que arrancou o braço do ciclista na semana passada.

De repente, me veio a cabeça uma lista enorme de acidentes de trânsito. Pessoas em velocidades altíssimas que se acidentam e matam, como o caso do motorista do Porsche que matou no cruzamento das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista; o caso do motorista que furou o bloqueio em um Honda Civic e matou o filho de uma atriz famosa, o motorista no RS que atropelou vários ciclistas e o último no qual um jovem ficou sem o braço.

Agora quero fazer um paralelo com assaltantes, assassinos, estupradores, traficantes e companhia limitada: os direitos humanos retratam essas pessoas como vítimas sociais. Adorei uma frase que o Luiz Felipe Pondé inseriu em seu texto "Uma Nova Ciência Moral", publicada pela FOLHA no dia 25/02/13: "Existem também os canalhas sociais. Estes são aqueles que justificam seus atos via condições sociais em que vivem, dizendo coisas como "a escola em que estudei fez de mim um canalha, por mim seria diferente".". Eles não tiveram escolha, pelas condições sociais que tiveram, pela criação, pela educação, pelo pai malvado que o fez trabalhar desde cedo, ou pela mãe malvada que o largou na rua para pedir esmola no semáforo.

Os direitos humanos dizem que eles não tiveram escolha. Eles não puderam frequentar boas escolas, aliás, não puderam frequentar nenhuma escola, porque apesar de ter escolas perto da casa deles, esses futuros marginais se perdiam pelo caminho, usavam a sala de aula para fazer networking de maus elementos, tudo escondido dos olhos da sociedade, que é omissa, malvada, cobra impostos caros para não dar retorno aos coitados de baixa renda. Ah sim, e esses filhos de classe média que cometem crimes para 'melhorar a mesada'? Também são vítimas de pais que trabalham o dia inteiro, não deram amor e carinho o suficiente, pois não estavam presentes na formação básica. Esses pais, preocupados em fazer hora extra para garantir o dinheiro do ensino fundamental, perderam de vista o filho -inocente, coitadinho - que colocaram no mundo.

E esses motoristas imprudentes? Esses sim são verdadeiros bandidos! Bebem, matam e são crucificados pela mídia. Um ato como esse já diz respeito da vida inteira do elemento; matou  vai matar de novo, como diria o Datena. Afinal, eles tem dinheiro pra ter um carro bom - um Porsche, um Civic, - ou seja, estudaram em escolas caras, comeram Danoninho, tomaram leite longa vida, foram criados por pais de bem, que puderam lhe dar amor e carinho de forma mais presencial. É um insulto uma pessoa tão privilegiada beber e dirigir. Merece prisão perpétu, não é mesmo?

O conceito do médico e o monstro cai muito bem aqui. Não importa se você é medico o dia inteiro, se entrar no carro e virar um monstro você é um bandido muito pior que aquele que é monstro o dia inteiro. Afinal, ele não teve escolha, mas você, médico, tem plena consciencia que deve se policiar para não virar monstro. Por mais que esteja parado na 23 de Maio, depois de um longo dia de trabalho, as 18h, véspera de feriado, com um furúnculo crescendo nas nádegas, você deve se reprimir e não virar monstro. Não deve tentar acelerar por um bloqueio, não deve xingar o carro do lado. Não deve perder o autocontrole.

É inaceitável que você perca o controle. Você é bem de vida. Como pode reclamar? Nós, olhos da mídia e o senso comum, não aceitamos as suas dores. A nossa é pior. É sempre pior, afinal somos cidadãos de bem, que pega ônibus enquanto você paga seu IPVA e gasolina exorbitante para ter conforto. Se nós perdemos o controle, é porque fomos injustiçados, porque fomos vítima de algum abuso infantil. Você, se perde o controle, é porque é naturalmente malvado, é porque mostrou seu lado verdadeiro.

Se as condições sociais levam um indíduo a roubar e matar, as condições sociais não podem induzir alguém a ter um dia de imprudência no trânsito? Ou o psicológico de um "médico" é uma couraça, enquanto o psicológico do "monstro" é uma folha de papel? Não estou defendendo quem bebe e dirije, quem dirige em velocidades absurdas em ruas de bairro. Apenas quero que tomem cuidado com os julgamentos.


Wednesday, March 06, 2013

Roalcutan - 3° Semana

Aparentemente nenhuma novidade.

Estou sentindo meu cabelo seco. Tão seco que fiz um teste (nojento) e passei 4 dias sem lavar pra ver se 'hidratava' naturalmente. Que nada! Ele ainda está com o cheiro do shampoo! Além disso o couro cabeludo está descascando e estou perdendo muitos fios.

A pele seca voltou com tudo. Fiz mais uma esfoliação e mandei ver no hidratante novamente. Meus braços e pernas começaram a descascar. Coça como se tivesse descascando pós-sol. Errei feio ao coçar. Tirei a pele de vários pontos, ficou carne viva e agora estou toda áspera e com casquinhas.

As espinhas diminuíram novamente.

 Ouvi dizer que esse remédio aumenta o colesterol, então voltei a comer arroz integral e grelhados.

Fiz o exame de sangue e volto na dermatologista no dia 07/03 para que ela me libere mais uma caixinha. No exame está tudo normal.

Monday, February 25, 2013

Learning with Relationships



My first victory in all my 27 years of history was conquering a boyfriend after hearing continuously my mom saying that nobody would ever stand me. 
Last week we had our first anniversary and we're happy like we're living in a fairy tail.
But, of course, not everything is sugar coated. We have our differences. I like art and history and he likes video games and Die Hard movies. But we love adventures, traveling and learning about food and we share a special interest in construction and technology. 
But I think I'm going to complain about what most women complain in a relationship: I think I give more than I take back from him. 
I have this feeling that I'm constantly doing what makes him happy (with him asking or not) like cooking his favorite food, or buying him a shirt, or buying that lingerie, or driving to his house because he's too tired to drive back to mine. He does all that back, but less frequently. As I try to do at least one of these thing once a week, he does that once a month or two. 
He's always tired, or sick, or stressed. He does everything I ask, but I feel terrible asking to go to the movies when he's looking so tired. So I find myself lying down on the couch while he exercise his fingers with Call of Duty. I get bored way too easily.
During Christmas I gave him a tattoo and a perfume. I've spent US$700,00 (my salary is 600,00) because I thought he would do the same. I found a bill of my gift... 250,00... I was way disappointed, but it was okay, after all, my shrink said I give monetary value to my gifts while he may consider what makes me happy. But it didn't make me entirely happy. That struck another wall: he doesn't know much about me. Or he doesn't want to know... Because I told him I love jewels, I love clothes... and he gave me moisturizing creams and perfumes. I have a dozen of them... 
What about a ring? Not an engagement ring, but one to show people we're in a serious relationship. I thought he would give me one on our anniversary, but a week has past and he gave me nothing so far. He said he bought me something and he's waiting for it to be delivered. Oh well... It will be the third perfume he gives me... 
He said we shouldn't spend much on each other (well it was his birthday and I gave him a home theater) because we're having money issues... then he goes and spends 140,00 on a board sailing course... that he went with his friends. 
I'm being unfair, like my shrink said. The reason I'm upset is because I make him a priority in my life and he doesn't make me a priority. He does what he wants to do while I seat and wait until he realizes that I want to do something, too. He's enjoying his life while I wait for him to enjoy mine. That's what makes me upset: I mostly wait and he never realizes I'm waiting. My happiness and my will to go out and do things depends on his company. 
I can't depend on him. We have different lives and we should live different lives. We must complete each other and not live for each other. 
Where are all those things I liked doing when I was single?
I should try to rescue what gave me pleasure: painting, reading, writing, walking alone... visiting museums. I must find my myself again before I become unhappy with my waiting and blame all my ghosts on him. 

Tratamento com Roalcutan - Semana 2



Chegou uma hora que não aguentei mais descamar. A cada sorriso minha pele 'quebrava', meus lábios racharam e começaram a sangrar. Estava parecendo um monstrinho. Fiz algo que achei que ia me arrepender: esfoliei o rosto. Ficou vermelho, quase carne-viva. Ardeu uma eternidade quando enxaguei, mas consegui o que queria: sem peles. Assim que saí do banho passei Bepantol Baby no rosto todo, inclusive na boca. Tive que dormir virada pra cima pra não sair. 

Quando acordei a pele parecia nova. Sem repuxar, sem sangrar e sem vermelhidão. 

Comprei um protetor solar fator 70 e um super hidratante da Roc. Estou há 5 dias com eles e apesar de descamar um pouco em volta da boca, não estou mais sentindo repuxar, sangrar ou 'quebrar'. 

A dor no peito e nas costelas passou. Aproveitei pra voltar pra academia.

Estou sentindo os olhos secos, mas esqueci de comprar o hidratante que o Oftalmo receitou. 

Parte boa: estou tão seca que parece que até a sinusite sarou!

Desde ontem reapareceram algumas espinhas. Meu rosto estava liso feito bumbum de neném, mas três teimosas apareceram. Duas na testa, uma no nariz. Como eu não resisto, cutuquei. Percebi que estou me machucando com mais facilidade. Uma espremidinha de nada virou uma bolota vermelha e com casquinha!

Estou indo trabalhar e pra faculdade com protetor solar. Qualquer 5 minutos no Sol fico vermelha e queimada. 

Agora ando com uma mega bolsa cheia de cremes, e com a pele brilhando o tempo todo. Rsrs... aqui vamos nós.


Monday, February 18, 2013

Tratamento com Roalcutan

Tratamento com Roalcutan


Depois de sei-lá-quantos meses sem escrever aqui de verdade (sempre posto reportagens, né?) resolvi fazer um diário do Roalcutan.

Estou no segundo ano de anticoncepcional implantado. Tem um hormônio chamado Gestrinona que é milagroso e simplesmente não quero mais viver sem. Apesar do preço salgado, vale a pena. 

O grande problema é que quando parei de usar o Yasmin, que controlava as minhas espinhas desde os 20 anos, minha pele pensou que tinha voltado a adolescência e voltei a ter cara de lixa, meus braços, ombros e costas viraram um carnaval. 

Tentei cremes manipulados, meses de antibióticos, a espironolactona que a ginecologista recomendou, mas nada adiantou.  Para não parar de usar o anticoncepcional resolvi arriscar o tratamento com o Roalcutan. 

Ontem completei a primeira semana. Não tinha sentindo nada até dois dias atrás. 

Acordei com a pele repuxando. Sabe aquela sensação depois e tomar sol por vários dias? Meus lábios estão descamando, assim como meu queixo e a região entre as sobrancelhas. 

Não apareceram mais espinhas 'novas', mas pode ser uma coincidência, pois li por aí que elas só desaparecem de vez lá pelo quarto mês de tratamento. Estou com a impressão que as antigas das costas e braços estão 'secando'. Preciso parar com a mania de puxar as casquinhas e pelinhas.

Junto com o ressecamento da pele veio uma forte dor no peito, parece ser nos ossos, nas costelas e no externo. Vou ligar para a médica se piorar, mas segundo fóruns e a bula, isso é normal e passa por volta do segundo mês de tratamento. 

 Vamos nessa, vou continuar o tratamento firme e forte e continuo contando tudo por aqui.